Greve geral de 3 de junho paralisa transportes urbanos em todo o país
A mobilidade de norte a sul de Portugal vai sofrer fortes perturbações no dia 3 de junho. Os trabalhadores dos transportes unem-se à greve geral convocada pela CGTP. O objetivo principal é travar a no...

A mobilidade de norte a sul de Portugal vai sofrer fortes perturbações no dia 3 de junho. Os trabalhadores dos transportes unem-se à greve geral convocada pela CGTP. O objetivo principal é travar a nova legislação laboral desenhada pelo Governo.
Adesão em massa no setor da mobilidade
A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) já oficializou os pré-avisos de greve. José Manuel Oliveira, representante da estrutura sindical, garante a mobilização de todas as empresas do setor. Os passageiros vão sentir os efeitos da paralisação em operadores essenciais como a Carris, CP, Metro do Porto, STCP, Fertagus e Metro Mondego.
Expectativas altas para o protesto
As estruturas sindicais preveem uma resposta contundente nas ruas. A Fectrans estima que o nível de adesão iguale ou supere a última greve conjunta da CGTP e UGT, realizada no ano passado. O descontentamento alarga-se a outras áreas fundamentais da sociedade. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses também já confirmou a presença na paralisação.
O polémico pacote laboral
A revisão da legislação laboral motiva a forte contestação dos trabalhadores. A proposta governamental já deu entrada na Assembleia da República, após aprovação em Conselho de Ministros. O documento apresenta mais de 50 alterações face ao anteprojeto inicial. Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do Trabalho, salienta que o diploma acolhe 12 propostas da UGT. A governante defende que esta integração fortaleceu a central sindical e tornou um acordo formal dispensável.




























