Catalunha abalada com a detenção do herdeiro da Mango pela morte do próprio pai
A polícia catalã deteve Jonathan Andic esta terça-feira. As autoridades acusam o herdeiro de assassinar o pai, Isak Andic, fundador da multinacional Mango. O suspeito segue para o tribunal de Martorel...

A polícia catalã deteve Jonathan Andic esta terça-feira. As autoridades acusam o herdeiro de assassinar o pai, Isak Andic, fundador da multinacional Mango. O suspeito segue para o tribunal de Martorell para o primeiro interrogatório.
A operação altera o rumo de um caso iniciado no final de 2024. A queda do empresário deixa de ser tratada como fatalidade e assume os contornos de um crime premeditado.
De acidente trágico a homicídio
A tragédia aconteceu a 14 de dezembro de 2024. Isak Andic perdeu a vida nas montanhas de Montserrat, durante uma caminhada perto das grutas de Salnitre. O magnata caiu de uma ravina de 150 metros e teve morte imediata.
Jonathan era a única testemunha no local. O filho explicou aos serviços de emergência ter ouvido um deslizamento de terras. Afirmou não ter visto a queda por caminhar alguns passos à frente da vítima.
Contradições e conflito familiar
Os investigadores detetaram falhas na versão inicial. O depoimento apresentava anomalias lógicas e detalhes incompatíveis com as provas físicas recolhidas no terreno.
A companheira do empresário forneceu um contexto crucial à investigação. Estefania Knuth, jogadora profissional de golfe, revelou às autoridades um histórico de profunda tensão entre pai e filho.
O tribunal arquivou o processo poucas semanas após a morte. A justiça acabou por reabrir o inquérito em março de 2025. Em outubro do mesmo ano, as suspeitas focaram-se definitivamente em Jonathan.
O abalo num império da moda
Isak Andic construiu a quinta maior fortuna de Espanha. A revista Forbes avaliava o seu património financeiro em 4,5 mil milhões de euros.
Nascido na Turquia, o empresário chegou à região catalã aos 14 anos. Começou a vender roupa em feiras e ergueu uma gigante mundial do retalho. A família geria o negócio através de uma holding partilhada com os filhos Jonathan, Judith e Sarah.
A detenção atinge o coração da empresa. Aquando da morte, o diretor-geral Toni Ruiz enalteceu a liderança do fundador e prometeu honrar o legado da marca. A justiça decide agora o futuro do principal rosto da sucessão deste império.




























