Polémica das Lajes leva PCP a exigir coerência do PS em inquérito parlamentar
A polémica em torno da Base das Lajes motiva um novo embate político no parlamento. O líder do PCP, Paulo Raimundo, exige que o Partido Socialista aprove a criação de uma comissão de inquérito sobre a...

A polémica em torno da Base das Lajes motiva um novo embate político no parlamento. O líder do PCP, Paulo Raimundo, exige que o Partido Socialista aprove a criação de uma comissão de inquérito sobre a utilização da infraestrutura açoriana pelos Estados Unidos da América.
Pressão sobre os socialistas
O desafio comunista surge após informações indicarem que o PS prepara o chumbo das iniciativas do PCP e do Bloco de Esquerda. Paulo Raimundo recorda a forte indignação inicial dos socialistas, que levou à convocação do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.
Para o líder comunista, votar agora contra o inquérito representa um erro político e uma quebra de coerência. Raimundo admite grande surpresa caso os socialistas decidam alinhar com o PSD e o CDS para travar a investigação parlamentar.
Soberania nacional em causa
O PCP manifesta profunda preocupação com o envolvimento do território e espaço aéreo português no conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão. Paulo Raimundo recusa liminarmente que Portugal funcione como um "apêndice" de Washington.
A exigência passa por uma investigação detalhada que garanta a salvaguarda da Constituição da República. Os comunistas consideram que a sensibilidade do tema exige respostas mais sólidas do que uma simples audição do ministro no parlamento.
Declarações americanas acendem debate
A tensão diplomática subiu de tom quando o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, elogiou Portugal na Fox News. O responsável americano afirmou que Lisboa autorizou o uso da base antes sequer de conhecer os contornos do pedido.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros apressou-se a desmentir a versão americana. A diplomacia nacional assegura que a solicitação apenas chegou após o ataque ao Irão e recebeu luz verde mediante condições estritas, já do conhecimento público.
Calendário parlamentar adiado
Paulo Rangel mostrou disponibilidade para prestar esclarecimentos na comissão de Negócios Estrangeiros, mas a audição sofre atrasos. A falta de agendamento adia a discussão parlamentar para os próximos dias.
Os requerimentos apresentados pelos partidos aguardam agora votação. O processo avança com caráter de urgência na próxima reunião parlamentar, agendada para o dia 26.





























