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POLITICA

Reino Unido recebe hoje Andy Burnham como sétimo primeiro-ministro numa década

O novo líder trabalhista entra em funções com decisões estruturais na calha. Andy Burnham deverá aprovar novos projetos de exploração de petróleo e gás no Mar do Norte, revertendo a resistência do ant...

Reino Unido recebe hoje Andy Burnham como sétimo primeiro-ministro numa década
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O novo líder trabalhista entra em funções com decisões estruturais na calha. Andy Burnham deverá aprovar novos projetos de exploração de petróleo e gás no Mar do Norte, revertendo a resistência do anterior executivo.

A mudança de poder oficializa-se esta manhã no Palácio de Buckingham. Keir Starmer apresenta a demissão ao rei Carlos III. Logo de seguida, o monarca convida Burnham a formar Governo, tirando partido da maioria absoluta do Partido Trabalhista e evitando eleições antecipadas.

Desafios imediatos e nova equipa

O novo chefe do Governo já começou a delinear o rumo do país. Cancelou o desenvolvimento de um sistema de identificação digital. A justificação passa por canalizar verbas para as economias locais, rejeitando financiar programas estatais caros.

A constituição do executivo será anunciada na segunda-feira. A escolha para a pasta das Finanças domina as atenções em Westminster. Nomes como Ed Miliband, Shabana Mahmood e Yvette Cooper surgem como os principais favoritos.

Burnham conquistou a liderança do partido sem oposição. Garantiu o apoio de 94% dos deputados e da maioria dos sindicatos. Esta vitória confere-lhe uma base de apoio sólida para enfrentar os dossiês difíceis da imigração, defesa e habitação.

Promessas e legado de Starmer

O discurso inaugural à porta de Downing Street serve para apresentar a nova estratégia. A prioridade declarada de Burnham é devolver a esperança aos britânicos. O líder promete manter as atuais regras orçamentais e recusa aumentos no IVA ou nos impostos sobre o rendimento e segurança social.

Antes de abandonar o cargo, Keir Starmer fez a habitual despedida no Parlamento. O antigo líder, que renunciou à liderança em junho, defendeu o seu trajeto. Na última intervenção, garantiu deixar o país num estado muito melhor do que aquele que encontrou.

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