Mercado chinês bate recordes de importação de soja brasileira e afasta os Estados Unidos
O mercado chinês atingiu um máximo histórico ao importar 12,08 milhões de toneladas de soja brasileira em junho. Este salto de 13,7% acontece ao mesmo tempo que as compras aos Estados Unidos tombam 20...

O mercado chinês atingiu um máximo histórico ao importar 12,08 milhões de toneladas de soja brasileira em junho. Este salto de 13,7% acontece ao mesmo tempo que as compras aos Estados Unidos tombam 20,6%.
A balança comercial global enfrenta uma mudança profunda. A China comprou 34,75 milhões de toneladas de soja ao Brasil no primeiro semestre. Em contrapartida, as aquisições de produto norte-americano afundaram 42,4%.
Acordos comerciais sob pressão
Pequim comprometeu-se a adquirir 25 milhões de toneladas anuais aos norte-americanos até 2028. O pacto entre Xi Jinping e Donald Trump mostra sinais de fraqueza nos primeiros meses do ano. As autoridades justificam o abrandamento com a contabilidade anual do acordo e perspetivam uma recuperação das compras até dezembro.
Os produtores sul-americanos colhem os frutos desta transição comercial. As receitas brasileiras resultantes da soja atingiram os 17,7 mil milhões de euros no primeiro semestre. O volume embarcado estagnou, mas a alta global de preços garantiu lucros sem precedentes.
Retaliação económica norte-americana
Washington respondeu ao avanço comercial brasileiro com a imposição de uma taxa alfandegária de 25% sobre dezenas de produtos. O Governo norte-americano justifica a medida com preocupações em torno da desflorestação ilegal e divergências sobre o sistema de pagamentos Pix.
As novas sanções podem bloquear quase 10 mil milhões de euros em exportações industriais e agrícolas do Brasil. Bens estratégicos como petróleo, gás, carne bovina e café ficaram excluídos desta lista restritiva.
A disputa pelos recursos críticos
As tensões bilaterais estendem-se à extração mineira. Os Estados Unidos pressionaram o Brasil a afastar empresas chinesas da exploração de terras raras e minerais críticos. O Governo brasileiro rejeitou a proposta de imediato e defendeu a soberania nacional sobre estes recursos.
A parceria sino-brasileira ganha tração em setores paralelos. As exportações totais do Brasil para a China cresceram 22% no semestre. O petróleo bruto lidera esta escalada, com as vendas de crude a dispararem 62% para ultrapassar a barreira dos 13 mil milhões de euros.





























