Parlamento chumba lei laboral após Chega falhar acordo com Governo
A revisão da lei laboral caiu hoje na Assembleia da República. O Chega uniu os seus votos à esquerda parlamentar e chumbou a proposta na generalidade, após o colapso das negociações com o executivo.

A revisão da lei laboral caiu hoje na Assembleia da República. O Chega uniu os seus votos à esquerda parlamentar e chumbou a proposta na generalidade, após o colapso das negociações com o executivo.
Recusa de cálculos políticos
André Ventura garante que procurou um consenso até à última hora. O líder do partido afasta qualquer intenção de cálculo político no voto contra o diploma.
Numa declaração na sede nacional, em Lisboa, sem direito a perguntas dos jornalistas, Ventura justificou a decisão. O dirigente recusa aprovar uma lei que considera ser um instrumento de perseguição aos trabalhadores e prejudicial à economia portuguesa.
Pensões e reformas bloqueiam acordo
O fim das negociações esbarrou em três exigências centrais do Chega. O Governo recusou baixar a idade da reforma. O executivo aceitou criar uma comissão de estudo, mas rejeitou congelar o aumento da idade de acesso à pensão durante esse período de avaliação.
A imposição de limites às pensões milionárias também ficou pelo caminho. O Governo alegou que a medida provocaria desequilíbrios profundos no sistema de Segurança Social.
O fim das subvenções vitalícias para políticos foi a terceira proposta rejeitada. O executivo justificou a recusa com possíveis problemas de inconstitucionalidade.
Oposição em vez de submissão
O presidente do Chega demarca a sua posição perante a governação do país. Ventura sublinha que o objetivo da estrutura partidária não passa por servir de muleta ao executivo.
A estratégia foca-se em corrigir os erros do Governo. O líder promete manter uma oposição firme e responsável para garantir relações de trabalho sustentáveis em Portugal.





























