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ECONOMIA

Cuba aprova abertura histórica ao mercado livre para travar colapso económico

A Assembleia Nacional de Cuba aprovou por unanimidade um vasto programa de liberalização económica. A medida procura travar a grave crise que atinge a ilha.

Cuba aprova abertura histórica ao mercado livre para travar colapso económico
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A Assembleia Nacional de Cuba aprovou por unanimidade um vasto programa de liberalização económica. A medida procura travar a grave crise que atinge a ilha.

Os 400 deputados validaram 176 propostas que alteram profundamente a estrutura do país. O pacote abrange desde a agricultura até ao mercado cambial.

Especialistas classificam a decisão como a maior alteração ao modelo económico do país desde 1959. O economista Daniel Torralbas sublinha que as mudanças são drásticas e ultrapassam meros ajustes superficiais.

Expansão do setor privado

O novo regime autoriza a criação de empresas privadas com mais de 100 funcionários. Esta alteração rompe com décadas de controlo estatal rígido.

As empresas públicas atuais vão transformar-se em sociedades comerciais por ações. O modelo permite agora a entrada de capitais estrangeiros de forma direta no tecido empresarial privado.

Os cidadãos ganham também o direito de abrir contas bancárias em moeda estrangeira. Áreas estratégicas como o turismo, a banca e a agricultura passam a captar investimento privado nacional e internacional.

Pressão externa e crise interna

A aprovação do documento coincide com um período de extrema asfixia financeira. A população lida diariamente com cortes de eletricidade e falta de água potável.

O bloqueio petrolífero intensificado pelos Estados Unidos agravou a escassez de alimentos e medicamentos. O governo de Donald Trump aplica uma estratégia de pressão máxima sobre o território.

Washington promete alívio caso exista uma mudança real de rumo. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, admitiu melhores relações bilaterais se Havana tomar decisões sensatas para a economia.

Socialismo como limite

O calendário exato para a aplicação das novas regras permanece desconhecido. A estrutura política, controlada em exclusivo pelo Partido Comunista Cubano, mantém o monopólio do poder.

O Presidente Miguel Díaz-Canel assegurou que as medidas servem apenas para corrigir erros governativos. O chefe de Estado reiterou que a defesa do modelo socialista continua a ser a prioridade absoluta.

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