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POLITICA

América do Norte rejeita novas tabelas salariais para o ensino de português

Os conselheiros das comunidades portuguesas na América do Norte repudiam a nova proposta salarial do Governo para o Ensino Português no Estrangeiro (EPE). A medida agrava a situação económica dos prof...

América do Norte rejeita novas tabelas salariais para o ensino de português
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Os conselheiros das comunidades portuguesas na América do Norte repudiam a nova proposta salarial do Governo para o Ensino Português no Estrangeiro (EPE). A medida agrava a situação económica dos profissionais a trabalhar nos Estados Unidos e no Canadá.

Congelamento salarial e custo de vida

O Conselho Regional da América do Norte (CRAN) considera a atualização inaceitável. Os salários destes profissionais enfrentam um congelamento rigoroso desde 2009. A nova proposta atribui os aumentos mais baixos aos professores colocados nos mercados norte-americanos, beneficiando outras regiões.

O CRAN acusa o Governo de ignorar a realidade económica atual. Cidades como Nova Iorque, Boston, Newark e Toronto apresentam um custo de vida muito superior ao da maioria das capitais europeias. As despesas básicas com habitação, saúde e alimentação sufocam os orçamentos destes docentes.

Transporte e desvalorização profissional

As viagens aéreas também representam um encargo pesado. Os conselheiros alertam que visitar Portugal ou realizar deslocações oficiais exige um esforço financeiro tremendo. As tarifas dos voos transatlânticos e das ligações internas na América do Norte ultrapassam largamente os custos praticados na Europa.

O conselho sublinha que esta disparidade salarial desrespeita quem promove a língua e a cultura portuguesas do outro lado do Atlântico. A forte indignação motivou o CRAN a enviar uma missiva de protesto ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Negociações e protestos em curso

O Governo e os sindicatos iniciaram a revisão do regime jurídico do EPE a 28 de maio. A tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros enfrenta intensa contestação dos profissionais do setor desde a primeira reunião oficial.

Os docentes publicaram uma carta aberta a 10 de junho para denunciar o agravamento da precariedade laboral. Dias antes, lançaram uma petição pública para exigir melhores condições de trabalho e maior estabilidade na profissão. O calendário negocial avança com novas rondas de discussão marcadas para 29 de junho e 13 de julho.

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