Pacote laboral do Governo trava em ultimato do Chega contra o PS
A aprovação da nova legislação laboral obriga Luís Montenegro a tomar uma decisão política. O Chega impõe o afastamento do Partido Socialista das negociações para viabilizar as medidas propostas pelo ...

A aprovação da nova legislação laboral obriga Luís Montenegro a tomar uma decisão política. O Chega impõe o afastamento do Partido Socialista das negociações para viabilizar as medidas propostas pelo Governo.
Condições para o acordo à direita
As conversações entre o PSD e a equipa de André Ventura continuam em cima da mesa. Bruno Nunes, deputado do Chega, confirma a existência de cedências de ambas as partes. O recado para a bancada governamental é direto: a escolha de dialogar com os socialistas anula qualquer entendimento à direita.
O documento inicial sofreu fortes críticas, mas o partido admite agora o voto favorável mediante alterações profundas. As reivindicações passam pela reposição dos dias de férias, a redução progressiva da idade da reforma e a criação de licenças para avós.
O Chega nega qualquer recuo estratégico perante as negociações e recorda a ausência de uma maioria absoluta parlamentar. As propostas apresentadas procuram garantir um equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e a viabilidade das contas públicas.
PSD defende competitividade e desafia oposição
A bancada social-democrata mantém a confiança na aprovação da reforma. Isaura Morais pede responsabilidade económica a todas as forças políticas e lança um desafio ao PS para apresentar alternativas concretas.
O partido rejeita a narrativa de que o novo pacote beneficia apenas os grandes grupos económicos. Os sociais-democratas sublinham que a proteção das pequenas e médias empresas, que representam a esmagadora maioria do tecido empresarial português, constitui a verdadeira garantia de segurança para os trabalhadores.
A revisão do Código do Trabalho procura modernizar o mercado e responder aos hábitos das novas gerações. O PSD defende que os jovens procuram hoje carreiras flexíveis e melhores salários associados ao mérito e à competitividade, afastando a velha premissa do emprego vitalício.





























