Preço do petróleo afunda após acordo histórico entre Estados Unidos e Irão
A assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão marca o fim da guerra no Médio Oriente. Este pacto teve impacto imediato nos mercados energéticos mundiais.

A assinatura de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão marca o fim da guerra no Médio Oriente. Este pacto teve impacto imediato nos mercados energéticos mundiais.
Fim do bloqueio no Estreito de Ormuz
O presidente norte-americano, Donald Trump, e o governo iraniano confirmaram o acordo de paz. O pacto prevê medidas com efeitos imediatos na região.
A República Islâmica do Irão vai reabrir o Estreito de Ormuz. Em contrapartida, os Estados Unidos suspendem o bloqueio naval. A confirmação destas ações partiu do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
O Estreito de Ormuz representa uma rota vital. Cerca de um quarto do petróleo e do gás mundiais circulam por esta via navegável. O seu bloqueio, desde o final de fevereiro, tinha provocado uma escalada drástica nos custos da energia.
Barril de Brent recua três por cento
A perspetiva de estabilidade fez os preços da energia baixar. O petróleo Brent, que serve de referência para a Europa, caiu 3,02%. O barril negoceia agora nos 77,15 dólares.
Este é o valor mais baixo desde o início do conflito armado. Antes da ofensiva militar, o barril de Brent custava cerca de 72 dólares.
Do outro lado do Atlântico, a tendência de descida mantém-se. O petróleo WTI, referência no mercado norte-americano, registou uma quebra de 3,2% para os 74,3 dólares.
Bolsas asiáticas reagem com otimismo
Os mercados financeiros da Ásia responderam de forma positiva ao fim das hostilidades. O índice Nikkei, no Japão, valorizou quase 1,8%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 2,6%.
A bolsa de Shenzhen, na China, registou ganhos ligeiramente superiores a 1%. Em contraciclo, o índice Hang Seng de Hong Kong sofreu uma quebra superior a 2%.
Para as restantes sessões, os investidores antecipam cenários mistos. Os futuros das bolsas europeias indicam aberturas com perdas ligeiras. Já os indicadores dos Estados Unidos sinalizam ganhos, com destaque para o índice tecnológico Nasdaq.





























