Médio Oriente prepara trégua após acordo entre Estados Unidos e Irão
A guerra que assolava o Médio Oriente desde o final de fevereiro tem agora um fim à vista. Os Estados Unidos e o Irão assinaram um memorando de entendimento que impõe o fim imediato das hostilidades e...

A guerra que assolava o Médio Oriente desde o final de fevereiro tem agora um fim à vista. Os Estados Unidos e o Irão assinaram um memorando de entendimento que impõe o fim imediato das hostilidades e prolonga um cessar-fogo por 60 dias.
O documento de 14 pontos abrange as operações no Líbano e inclui o levantamento das sanções a Teerão. O plano prevê também a injeção de 300 mil milhões de dólares para apoiar a reconstrução do território iraniano.
O papel da vigilância internacional
A diluição do urânio enriquecido é o pilar central deste compromisso. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) assume a responsabilidade de supervisionar o processo nuclear no terreno.
Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA, confirmou a partir de Genebra que o trabalho técnico vai começar de imediato. A agência prepara-se para reunir com os responsáveis norte-americanos e iranianos para definir as medidas práticas e os níveis de acesso às instalações.
Corrida contra o tempo pela paz
As nações envolvidas dispõem agora de dois meses exatos para fechar as negociações nucleares e garantir uma paz duradoura. Rafael Grossi sublinha a urgência de aproveitar a conjuntura atual para evitar a repetição de falhanços diplomáticos anteriores.
O conflito armado, desencadeado a 28 de fevereiro pelas forças norte-americanas e israelitas contra a República Islâmica, deixou um rasto profundo de destruição. As milhares de mortes confirmadas concentram-se sobretudo nas populações do Irão e do Líbano.
O memorando decisivo ganhou forma durante a recente visita de Donald Trump a França, contando já com a assinatura das autoridades de Teerão.




























