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Sismos na Venezuela levam Portugal a enviar 50 operacionais de resgate

Cinco cidadãos portugueses estão desaparecidos na sequência dos violentos sismos que abalaram a Venezuela. Quatro das vítimas pertencem à mesma família e residem na região de La Guaira, uma das zonas ...

Sismos na Venezuela levam Portugal a enviar 50 operacionais de resgate
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Cinco cidadãos portugueses estão desaparecidos na sequência dos violentos sismos que abalaram a Venezuela. Quatro das vítimas pertencem à mesma família e residem na região de La Guaira, uma das zonas mais devastadas.

Para dar resposta imediata à tragédia, Portugal avança com o envio urgente de equipas de resgate.

Apoio imediato de Portugal

O Governo mobilizou 50 elementos da Proteção Civil para apoiar as operações de busca e salvamento no terreno. Luís Montenegro anunciou a medida na rede social X, após um contacto direto com a Presidente venezuelana.

Delcy Rodriguez aceitou prontamente o auxílio nacional. O primeiro-ministro português expressou solidariedade e apresentou condolências pelas dezenas de vítimas mortais.

A ajuda portuguesa articula-se também com o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, que Caracas já ativou de forma oficial.

Destruição e centenas de vítimas

A Venezuela registou dois grandes sismos durante a madrugada de quarta-feira. O Serviço Geológico dos Estados Unidos mediu um primeiro abalo de magnitude 7,2, rapidamente seguido de um segundo tremor de 7,5 e dezenas de réplicas.

A catástrofe provocou pelo menos 164 mortos e ultrapassou os 900 feridos. O balanço das autoridades continua a subir à medida que os escombros são removidos.

A norte de Caracas, na localidade costeira de La Guaira, o cenário é de destruição profunda com o colapso de várias infraestruturas e habitações.

Mobilização consular no terreno

A diplomacia portuguesa ativou de imediato os planos de contingência. A Embaixada em Caracas e a rede consular concentram todos os esforços no apoio à vasta comunidade lusa afetada.

Mais de 1,2 milhões de portugueses e lusodescendentes residem na Venezuela. Esta representa a segunda maior diáspora nacional na América Latina, composta sobretudo por famílias originárias da Madeira, Aveiro e Porto.

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