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MUNDO

O consumo energético da inteligência artificial leva a ONU a exigir transparência total

Os centros de dados globais vão atingir a marca astronómica dos 448 terawatts/hora de eletricidade até 2025. Este consumo massivo motivou a intervenção de António Guterres para travar os danos ecológi...

O consumo energético da inteligência artificial leva a ONU a exigir transparência total
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Os centros de dados globais vão atingir a marca astronómica dos 448 terawatts/hora de eletricidade até 2025. Este consumo massivo motivou a intervenção de António Guterres para travar os danos ecológicos da tecnologia.

O fim dos custos ocultos

O secretário-geral da ONU exige que os líderes do setor revelem a verdadeira dimensão da pegada ambiental da Inteligência Artificial (IA). Durante a Semana de Ação Climática de Londres, Guterres avisou que as populações mais vulneráveis não podem pagar a fatura do avanço tecnológico.

Para travar a opacidade, a ONU lançou a Iniciativa de Transparência Ambiental da IA. A medida obriga as gigantes tecnológicas a divulgar os gastos exatos de energia, água e ocupação de solo associados às suas operações.

Metas rigorosas para as tecnológicas

A nova diretriz estabelece um compromisso claro. As empresas devem abastecer as suas atividades digitais exclusivamente com fontes de energia limpa e renovável.

Apesar do elevado custo ecológico, Guterres reconhece o potencial da IA para acelerar a descoberta de novas soluções climáticas. A condição essencial passa pela honestidade total das empresas sobre o impacto gerado hoje.

Calor extremo e o peso do metano

A pressão da ONU intensifica-se enquanto o continente europeu sofre com vagas de calor severas. Países como França, Itália e Reino Unido registam recordes de temperatura preocupantes.

Para evitar danos irreversíveis, as nações têm de agir de imediato para manter o aquecimento global abaixo do limite crítico de 1,5°C.

A par da regulação tecnológica, a ONU direciona o foco para a eliminação do metano. O gás representa a segunda maior ameaça para o clima global.

Combate ao desperdício fóssil

O plano global prevê o fim das fugas na extração de gás e petróleo, bem como a redução imediata das emissões agrícolas e dos aterros sanitários.

O volume de gás natural queimado sem qualquer aproveitamento pelas petrolíferas num só ano iguala o consumo total do continente africano. Guterres exige o abandono urgente deste modelo assente nos combustíveis fósseis que alimenta simultaneamente a crise climática e energética.

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