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SAUDE

Calor extremo em Portugal faz disparar emergências médicas com mais seis mil chamadas

O impacto das altas temperaturas já se faz sentir nos serviços de emergência médica em Portugal. Entre os dias 1 e 21 de junho de 2026, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) atenderam ce...

Calor extremo em Portugal faz disparar emergências médicas com mais seis mil chamadas
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O impacto das altas temperaturas já se faz sentir nos serviços de emergência médica em Portugal. Entre os dias 1 e 21 de junho de 2026, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) atenderam cerca de 98 mil pedidos de socorro. Este número reflete uma subida expressiva face ao mesmo período do ano anterior.

O peso do calor extremo

Os termómetros a subir afetam diretamente a saúde pública. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) reporta mais de 4.660 contactos diários, o que traduz um aumento de 287 chamadas por dia em relação a 2025. O agravamento de doenças crónicas e as situações agudas geradas pelo clima explicam grande parte destas 6.000 chamadas adicionais.

Os motivos mais frequentes de alerta incluem falta de ar, desidratação, desmaios e o agravamento de problemas cardiovasculares. A exposição prolongada às temperaturas elevadas potencia todas estas urgências clínicas.

Populações vulneráveis e zonas críticas

Idosos, crianças pequenas e doentes crónicos encabeçam a lista de vítimas mais frágeis. O INEM alerta também para o risco acrescido em pessoas expostas ao sol por motivos de trabalho ou lazer.

A procura por assistência médica cresce de norte a sul do país. No entanto, o aumento drástico da população durante o verão coloca o Algarve sob grande pressão operacional. Para colmatar esta exigência, vigora na região sul um Plano de Reforço Operacional até ao final de setembro.

Resposta no terreno e conselhos vitais

O socorro exige um esforço conjunto diário. O INEM trabalha em articulação direta com bombeiros, hospitais públicos, forças de segurança e a Cruz Vermelha Portuguesa para adaptar a resposta ao pico de procura.

As autoridades apelam à responsabilidade individual para evitar sobrecarregar o sistema de saúde. Beber muita água, usar roupa fresca e evitar o sol nas horas de maior intensidade previnem problemas graves. Contudo, perante confusão mental, falta de ar evidente ou sinais de golpe de calor, o contacto imediato com a emergência médica torna-se crucial.

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