Moçambique assegura 6,8 milhões de euros para apoiar vítimas de terrorismo e cheias
O conflito armado e as intempéries em Moçambique motivaram uma nova resposta humanitária avaliada em 6,8 milhões de euros. O fundo visa apoiar mais de 150 mil pessoas afetadas por ataques terroristas ...

O conflito armado e as intempéries em Moçambique motivaram uma nova resposta humanitária avaliada em 6,8 milhões de euros. O fundo visa apoiar mais de 150 mil pessoas afetadas por ataques terroristas e inundações devastadoras.
O projeto Restore em ação
A iniciativa junta seis organizações não-governamentais num consórcio liderado pela Care. O grupo integra a Fundação Aga Khan, Tearfund, Plan International, Food for the Hungry e ADRA Moçambique.
A operação decorre até ao final de setembro e foca-se em salvar vidas. Os fundos provêm do Fundo Comum por País e contam com a gestão das Nações Unidas.
Resposta às necessidades urgentes
A ajuda chega a 11 distritos espalhados pelas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Gaza. As equipas no terreno garantem assistência vital em áreas como água, saneamento, abrigo, alimentação e saúde.
Cabo Delgado sofre com os ataques armados desde 2017. Os distritos de Quissanga, Chiúre, Ancuabe, Mueda e Nangade recebem agora este reforço essencial. Já na província de Gaza, o foco recai sobre a recuperação dos estragos provocados pelas cheias recentes.
Coordenação com as autoridades
Katia dos Santos Dias, diretora nacional da CARE Moçambique, sublinha a urgência do projeto perante o aumento das necessidades. Muitos apelos anteriores ficaram sem resposta adequada no terreno perante o cenário de destruição.
O Governo provincial de Cabo Delgado apela à colaboração estreita. Nelson Pereira, em representação das autoridades locais, pede a partilha de informação constante com os líderes comunitários. O objetivo passa por garantir a eficácia das intervenções e evitar a duplicação de esforços.
Um país vulnerável ao clima
Moçambique continua na linha da frente dos impactos das alterações climáticas. A época das chuvas, entre outubro e abril, traz frequentemente ciclones e inundações severas.
Os dados oficiais mais recentes ilustram a gravidade da situação. Apenas na última época chuvosa, o país registou 311 mortos e mais de um milhão de pessoas afetadas pelas intempéries.





























