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POLITICA

Presidenciais de 2026 expõem milhões de eleitores a desinformação liderada por André Ventura

Mais de nove milhões de contas nas redes sociais sofreram exposição a conteúdos falsos ou manipulados durante as últimas eleições para a Presidência da República. A campanha de André Ventura assumiu o...

Presidenciais de 2026 expõem milhões de eleitores a desinformação liderada por André Ventura
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Mais de nove milhões de contas nas redes sociais sofreram exposição a conteúdos falsos ou manipulados durante as últimas eleições para a Presidência da República. A campanha de André Ventura assumiu o principal papel nesta disseminação.

O relatório conjunto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e do LabCom-UBI revela números claros. Os perfis digitais dos candidatos geraram mais de 12,8 milhões de visualizações em publicações enganosas.

O líder do Chega foi responsável por 88,5% dos casos de desinformação confirmados. A pré-candidata Joana Amaral Dias, excluída pelo Tribunal Constitucional, assumiu 7,7% das situações irregulares. André Pestana fecha a lista de infratores detetados.

Táticas de manipulação e ataques

A principal estratégia dos candidatos visou destruir a confiança pública no jornalismo. O ataque direto à credibilidade dos órgãos de comunicação social representou 27% das ocorrências validadas.

A publicação de sondagens falsas ocupou o segundo lugar nas táticas de engano. Cerca de 23% dos casos envolveram estudos de opinião forjados por empresas sem credenciação na ERC.

Os investigadores identificaram ainda o uso abusivo de Inteligência Artificial para fabricar ou adulterar conteúdos visuais e textuais durante a campanha eleitoral.

Processos e investigação oficial

Os peritos do LabCom-UBI monitorizaram 8.047 mensagens partilhadas por 12 pré-candidatos e candidatos. A análise cobriu o período entre 17 de novembro de 2025 e 8 de fevereiro de 2026.

A triagem resultou no isolamento de 26 episódios graves de manipulação informativa. A ERC avaliou os dados recolhidos e abriu oito processos de averiguação.

O regulador alerta que estas ações procuraram distorcer a perceção da realidade política nacional para influenciar o voto dos portugueses.

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