As chamas em Madrid atingem nível crítico e forçam a retirada de 40 mil pessoas
O avanço das chamas nas regiões de Madrid e Ávila deixou mais de 40 mil pessoas fora de casa ou confinadas. As autoridades espanholas classificam a situação atual como o pior cenário possível e admite...

O avanço das chamas nas regiões de Madrid e Ávila deixou mais de 40 mil pessoas fora de casa ou confinadas. As autoridades espanholas classificam a situação atual como o pior cenário possível e admitem que o fogo ultrapassou a capacidade de extinção.
Estado de emergência e ajuda europeia
A gravidade do incêndio obrigou à declaração imediata do estado de emergência nas duas regiões afetadas. O governo espanhol ativou o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia e solicitou o envio urgente de quatro meios aéreos pesados.
O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, desloca-se este sábado a Cenicientos acompanhado pelo ministro do Interior. O líder do executivo vai participar numa reunião de urgência para avaliar a resposta ao desastre que já devastou seis mil hectares de floresta.
Defesa das populações no terreno
Carlos Novillo, responsável pela pasta do Ambiente e Interior da Comunidade de Madrid, confirma que o ataque direto à cabeça do incêndio é inviável. As equipas operacionais concentram todos os esforços na proteção das zonas urbanas e no apoio aos moradores retirados.
Os bombeiros procuram consolidar o flanco direito das chamas para evitar um mal maior. As previsões indicam uma mudança perigosa na direção do vento, que atingiu rajadas superiores a 60 quilómetros por hora durante o dia. As forças de socorro depositam a sua esperança no abrandamento noturno das condições meteorológicas.
Um rasto de destruição material
O fogo apresenta um comportamento extremo e já destruiu 43 habitações. As chamas causaram ainda danos em mais de 280 casas nas áreas residenciais atingidas. Apesar do impacto sem precedentes e do elevado número de evacuações, as autoridades não registam qualquer ferido até ao momento.
A Guarda Civil mantém um forte cordão de segurança e apoio nas províncias de Madrid e Ávila. O dispositivo mobiliza 650 guardas, 60 viaturas, dois helicópteros e dois Postos de Comando Avançado para gerir a crise no terreno.





























