Teatro Nacional de São Carlos lidera cartaz de festival lírico na Estónia em 2027
O talento lírico português prepara-se para cruzar a Europa. O Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) assume o papel principal no Festival de Ópera de Saaremaa, na Estónia, durante o verão de 2027.

O talento lírico português prepara-se para cruzar a Europa. O Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) assume o papel principal no Festival de Ópera de Saaremaa, na Estónia, durante o verão de 2027.
A instituição leva consigo as suas formações residentes. O Coro e a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) acompanham o projeto internacional. A comitiva atua entre 20 e 25 de julho num evento que dedica a programação a Portugal.
Clássicos europeus dominam o palco
O calendário arranca a 20 de julho com uma nova produção de "Fidelio". A obra de Ludwig van Beethoven assinala o bicentenário da morte do compositor alemão e conta com encenação de Jean-Romain Vesperini.
A tradição italiana sobe à cena no dia seguinte. O público estoniano assiste a "Un ballo in maschera", de Giuseppe Verdi, sob a orientação de Stefano Vizioli. A 23 de julho, a aposta recai sobre o clássico francês "Carmen", de Georges Bizet, com assinatura de Francisco López.
O festival encerra a 25 de julho com talento nacional. A ópera "O Rouxinol", do português Sérgio Azevedo, adapta o célebre conto de Hans Christian Andersen. A obra junta a soprano Ana Sofia Ventura aos barítonos Christian Luján e Diogo Oliveira.
Fado ganha nova dimensão sinfónica
A música tradicional portuguesa partilha as luzes da ribalta. O espetáculo "Noite de Fado — Uma noite em Lisboa" acontece a 22 de julho. Os fadistas Ricardo Ribeiro e Cristina Branco atuam ao lado da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Filipe Raposo e Daniel Bernardes assinam os arranjos deste concerto. O maestro Pedro Amaral assume a direção musical.
A agenda engloba ainda uma Gala de Ópera a 24 de julho. Rafaela Albuquerque, Cátia Moreso, Marco Alves dos Santos e Luís Rodrigues interpretam trechos célebres acompanhados pelo Coro do TNSC.
Presença internacional inédita
O diretor artístico do TNSC destaca a dimensão histórica do convite. Pedro Amaral encara a arte como uma ferramenta essencial para tornar o mundo mais humano e habitável.
A organização báltica já promove a instituição lisboeta nos seus canais oficiais. O festival elogia a excelência do teatro fundado em 1793 e valoriza o trabalho contínuo das suas equipas na promoção da cultura lírica.





























