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ECONOMIA

Empresas portuguesas em lay-off recuam 30% em 2025 e invertem tendência

O panorama laboral em Portugal apresentou sinais de mudança estrutural ao longo de 2025. As empresas reduziram de forma expressiva o recurso ao lay-off, embora tenham avançado com mais despedimentos c...

Empresas portuguesas em lay-off recuam 30% em 2025 e invertem tendência
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O panorama laboral em Portugal apresentou sinais de mudança estrutural ao longo de 2025. As empresas reduziram de forma expressiva o recurso ao lay-off, embora tenham avançado com mais despedimentos coletivos. Os dados constam do mais recente relatório do Centro de Relações Laborais (CRL).

Inversão de ciclo no lay-off

Apenas 943 entidades empregadoras acionaram o regime de suspensão ou redução de horário no último ano. Este valor reflete uma descida de 30,2% face a 2024, ano que marcou o pico máximo (1.351 empresas) desde 2021.

Os números da Segurança Social confirmam o fim de uma tendência de subidas consecutivas.

O impacto direto nos trabalhadores também caiu de forma expressiva. As prestações de lay-off chegaram a menos 4.500 pessoas, o que traduz um corte global de 17,3%.

A suspensão temporária de contratos afetou 11,3 mil beneficiários e a redução de horário atingiu 12,9 mil profissionais. As mulheres continuam a ser a franja mais exposta a esta medida, representando 54,2% do universo total.

Aumento dos despedimentos coletivos

Se o lay-off perdeu força, a eliminação definitiva de postos de trabalho seguiu o caminho inverso. As empresas comunicaram 552 processos de despedimento coletivo durante o ano.

Este aumento de 11,1% face ao ano transato resultou em cerca de 6.500 trabalhadores despedidos, correspondendo a um agravamento homólogo de 10,3%.

Dinâmica das contratações

Apesar dos despedimentos, a base geral de emprego continuou a crescer. Os registos da Segurança Social contabilizaram mais de 7,2 milhões de contratos de trabalho ativos, num crescimento de 3,3%.

A rotação do mercado manteve uma forte cadência. O sistema somou quase dois milhões de novos vínculos laborais, que passam a representar 26,8% da totalidade dos contratos vigentes.

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