O Sudão enfrenta um clima de terror com a escalada de ataques de drones sobre civis
As famílias deslocadas no Sudão lutam pela sobrevivência com apenas um litro de água por dia. O custo dos bens essenciais disparou sem controlo. Um litro de gasolina chega a custar 13 euros, um valor ...

Escassez de recursos no epicentro do conflito
As famílias deslocadas no Sudão lutam pela sobrevivência com apenas um litro de água por dia. O custo dos bens essenciais disparou sem controlo. Um litro de gasolina chega a custar 13 euros, um valor incomportável para um país onde um quarto da população vive com menos de dois euros diários.
Bombardeamentos atingem zonas civis
O cenário de exaustão extrema afeta de forma dramática a cidade de El Obeid, no estado do Cordofão do Norte. Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciam o pânico instalado na região devido ao aumento exponencial de ataques com drones.
As aeronaves não-tripuladas deixaram de visar em exclusivo as posições militares. Desde o início de junho, os explosivos caíram sobre escolas, mercados, estações de tratamento de água e a principal central elétrica local. Esta destruição provocou apagões severos e paralisou os serviços básicos de suporte à vida.
O estado mais fustigado pela guerra
O Cordofão do Norte regista o maior número de ofensivas aéreas de todo o território sudanês. A International NGO Safety Organisation (INSO) contabilizou pelo menos 141 ataques durante o primeiro semestre deste ano. O foco da violência recai sobre El Obeid e as suas principais vias de acesso.
Nos campos de acolhimento, a situação sanitária encontra-se em rutura total. A ausência de latrinas generalizou a defecação ao ar livre. Simultaneamente, a procura de água potável obriga a população a suportar longas horas de espera sob tensão constante.
Apelo urgente às tropas no terreno
A guerra estalou em abril de 2023, opondo o exército nacional ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF). A cidade de El Obeid, com meio milhão de residentes habituais, serve agora de refúgio a 100 mil deslocados que fugiram de outras frentes de combate.
Liesbeth Aelbrecht, coordenadora de emergências dos MSF, sublinha o limite físico e psicológico da comunidade após meses de mortes e perdas. A responsável apela às fações armadas para que travem a violência contra os civis e garantam a entrada segura das equipas humanitárias.




























