Inteligência Artificial ameaça empregos da classe média e exige novos impostos
A Inteligência Artificial prepara-se para transformar o mercado laboral de forma drástica. Os trabalhadores com qualificações intermédias enfrentam o maior risco de perder as suas profissões para a te...

A Inteligência Artificial prepara-se para transformar o mercado laboral de forma drástica. Os trabalhadores com qualificações intermédias enfrentam o maior risco de perder as suas profissões para a tecnologia.
O alerta pertence a Abhijit Banerjee. O vencedor do prémio Nobel da Economia de 2019 participou na conferência NOVAFRICA, na Nova SBE, e antecipou os efeitos destas inovações na economia global.
O impacto desigual da automação
A tecnologia afeta as várias camadas sociais com intensidades diferentes. Trabalhos físicos ligados à construção civil, habitualmente associados a rendimentos mais baixos, oferecem grande resistência à automação digital.
As profissões de escritório vivem o cenário oposto. Cargos tipicamente ocupados pela classe média, como a contabilidade e a gestão administrativa, tornam-se alvos fáceis para os sistemas inteligentes.
Vantagens para as populações isoladas
As inovações digitais garantem também benefícios sociais profundos. Pessoas com menos recursos financeiros ou residentes em zonas remotas conseguem aceder a melhores cuidados de saúde através de diagnósticos e serviços à distância.
A urgência de taxar a tecnologia
O Estado necessita de preparar respostas para a perda de postos de trabalho qualificados. O economista defende uma reflexão urgente sobre a criação de impostos aplicados às empresas que implementam estas ferramentas automatizadas.
O dinheiro arrecadado deve financiar a compensação financeira dos cidadãos que perdem o emprego. Abhijit Banerjee, premiado juntamente com Esther Duflo e Michael Kremer pelas suas abordagens inovadoras contra a pobreza, avisa que só a intervenção estatal consegue travar o aumento das desigualdades.




























