Boavista SAD abandona distritais do Porto e luta contra extinção
A Boavista SAD abdicou de participar no segundo escalão da Associação de Futebol do Porto. A estrutura decidiu não entregar a documentação dentro do prazo limite e encerrou a presença no futebol sénio...

A Boavista SAD abdicou de participar no segundo escalão da Associação de Futebol do Porto. A estrutura decidiu não entregar a documentação dentro do prazo limite e encerrou a presença no futebol sénior. A administração tenta aprovar um novo plano de recuperação para evitar a liquidação total. A SAD vai operar apenas com a equipa de sub-19 na II Divisão nacional.
Mudanças nas competições locais
A desistência dos axadrezados obriga a reajustes nas provas distritais. O Varziela sobe administrativamente para ocupar a vaga no segundo escalão. O Perosinho garante a promoção e preenche o lugar deixado em aberto no patamar inferior.
A equipa principal da SAD registou um declínio acentuado nos últimos anos. Na época passada, fechou a divisão maior da AF Porto no 17.º posto, longe da zona de manutenção. Os jogos decorriam no Parque Desportivo de Ramalde, longe do inativo Estádio do Bessa. O plantel operava ainda com quatro proibições de inscrição da FIFA.
Decisões cruciais nos tribunais
O tribunal decretou a liquidação da sociedade em maio. O administrador de insolvência travou a votação do plano de recuperação anterior face ao provável chumbo dos credores. A estrutura apresenta agora um novo documento, com votação agendada para 11 de agosto, onde reduz os custos operacionais ao mínimo indispensável.
O clube fundador enfrenta igual ameaça de fecho iminente. A ausência de verbas para cobrir as despesas de junho colocou em risco cerca de 1500 atletas de várias modalidades. A entrega das chaves do Estádio do Bessa chegou a estar agendada, mas uma onda de solidariedade travou a ação.
Adeptos travam encerramento
Um movimento de adeptos angariou cerca de 85 mil euros nas últimas semanas. Este fundo de emergência permitiu à direção entregar um requerimento urgente em tribunal. O clube procura obter luz verde da administradora de insolvência para reabrir as instalações do complexo desportivo.
A Câmara Municipal do Porto acompanha a crise de perto. O executivo aprovou uma moção unânime para proteger a relevância social da instituição. A autarquia liderada por Pedro Duarte manifesta total disponibilidade para mediar soluções, na mesma semana em que o emblema celebra 123 anos de existência.





























