O futebol africano avalia o polémico plano comercial da FIFA após ultimato milionário
A FIFA impôs um prazo de 53 dias às 211 federações mundiais para aceitarem um novo modelo de negócio. Em troca, o organismo promete aumentar os apoios financeiros de sete para 17,4 milhões de euros en...

Prazo apertado e milhões na mesa
A FIFA impôs um prazo de 53 dias às 211 federações mundiais para aceitarem um novo modelo de negócio. Em troca, o organismo promete aumentar os apoios financeiros de sete para 17,4 milhões de euros entre 2027 e 2030.
África pede reflexão
Perante a pressão, a Confederação Africana de Futebol (CAF) pediu às suas associações-membro que participem ativamente no processo de consulta. O Comité Executivo do organismo africano reúne-se na próxima semana para examinar ao detalhe a iniciativa comercial.
A nova empresa global
O plano de Gianni Infantino passa pela criação da FIFA Forward Enterprise. Esta nova entidade vai gerir todos os direitos de transmissão, patrocínios e grandes eventos desportivos. O projeto prevê a entrada de investidores privados como acionistas minoritários. O grande objetivo passa por arrecadar mais de 3,6 mil milhões de euros.
Onda de críticas na Europa
A proposta gerou forte oposição no continente europeu. A UEFA, liderada por Aleksander Ceferin, avisou prontamente que o desporto não está à venda. O organismo acusa a FIFA de usar o futebol para benefício próprio e dos seus parceiros. O ultimato de aceitação sob ameaça de perda de verbas intensificou o descontentamento das ligas e dos clubes europeus.
Ausência de diálogo
Outras confederações, como a norte-americana (CONCACAF) e a asiática (AFC), lamentaram a completa ausência de diálogo prévio. Apesar das polémicas globais, a CAF mantém a esperança de encontrar soluções que garantam mais recursos e estabilidade para o desenvolvimento da modalidade em solo africano.



























