Incêndios em Madrid e Ávila perdem força após baterem recordes de destruição
Mais de 90 mil pessoas já podem regressar a casa. As autoridades espanholas levantaram todas as restrições após estabilizarem os grandes incêndios que atingiram o centro do país.

Mais de 90 mil pessoas já podem regressar a casa. As autoridades espanholas levantaram todas as restrições após estabilizarem os grandes incêndios que atingiram o centro do país.
A região de Madrid amanheceu hoje sem frentes ativas. As condições meteorológicas durante a noite ajudaram os operacionais a consolidar o perímetro de segurança.
Vigilância máxima no terreno
O risco de reacendimento continua muito elevado. As equipas mantêm-se ativas nas áreas afetadas para vigiar e arrefecer as zonas quentes.
A emergência nacional vigorava há uma semana. O avanço extremo das chamas obrigou milhares de habitantes de Madrid, Ávila e Toledo a fugir das suas aldeias ou a permanecer em confinamento preventivo.
O maior fogo da história de Espanha
O rasto de destruição impressiona as autoridades locais. Só o incêndio de Ávila consumiu mais de 50 mil hectares, assumindo o triste título de maior fogo de que há registo no país.
No total, as chamas reduziram a cinzas cerca de 77 mil hectares de mato e floresta nestas três províncias centrais espanholas.
Balanço trágico e perdas humanas
O ano tem sido devastador para o território espanhol. As chamas destruíram mais de 170 mil hectares desde janeiro. Este valor representa um aumento brutal, sendo seis vezes superior ao registado no período homólogo anterior.
A tragédia reflete-se também na perda de vidas. O fogo matou 14 pessoas este ano, incluindo uma vítima no último sábado em Castellón e outras 13 num incêndio extremo em Almería, no início do mês.





























