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DESPORTO

Boavista assegura fundos de recuperação e aguarda luz verde dos credores

O Boavista aponta para setembro como o mês decisivo para reabrir as portas. A direção do emblema portuense já garantiu a verba necessária para sustentar a operação a curto prazo. O regresso à normalid...

Boavista assegura fundos de recuperação e aguarda luz verde dos credores
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O Boavista aponta para setembro como o mês decisivo para reabrir as portas. A direção do emblema portuense já garantiu a verba necessária para sustentar a operação a curto prazo. O regresso à normalidade depende agora da votação dos credores.

Esforço dos adeptos garante viabilidade

Rui Garrido Pereira, presidente do clube, confirmou o sucesso da operação à margem do 123.º aniversário. O movimento de sócios 'Salvar o Boavista' revelou-se decisivo para reunir o dinheiro exigido. Este montante suporta as despesas da instituição até à aprovação do plano de recuperação.

A direção recusa a ideia de arrastar o processo e procura uma solução definitiva. O líder das panteras apelou ainda ao envolvimento da Câmara Municipal do Porto nas negociações. Se o acordo avançar no próximo mês, o clube substitui o atual modelo de donativos por um calendário estruturado de pagamentos.

Obstáculos legais travam reabertura imediata

A administradora de insolvência decretou o fecho das instalações, mesmo após a entrega do plano de viabilização. A direção interveio de imediato com uma exposição ao tribunal. O documento atesta a capacidade financeira para assegurar o funcionamento diário nos próximos meses.

O futebol sénior fica fora desta equação. O colapso da SAD e as proibições de inscrição de jogadores travam a presença da equipa nas competições. O clube optou por proteger a sua estrutura, recusando assumir os encargos e bloqueios gerados pela sociedade desportiva.

Celebração marcada pela resistência

O clima de esperança ditou o tom da festa dos 123 anos de história. Dezenas de sócios e antigos dirigentes, como Tavares Rijo e Álvaro Braga Júnior, concentraram-se junto ao Estádio do Bessa. O hino entoado à capela em frente à estátua da Pantera antecedeu o hastear da bandeira, num símbolo claro da resiliência axadrezada.

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