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ECONOMIA

Euro valoriza seis dias seguidos e já ronda os 1,18 dólares

A moeda única europeia registou a sexta sessão consecutiva de valorização face ao dólar norte-americano, aproximando-se da barreira psicológica dos 1,18 dólares. Às 18h01 (hora de Lisboa), o euro nego...

Euro valoriza seis dias seguidos e já ronda os 1,18 dólares
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Moeda europeia mantém trajetória ascendente

A moeda única europeia registou a sexta sessão consecutiva de valorização face ao dólar norte-americano, aproximando-se da barreira psicológica dos 1,18 dólares. Às 18h01 (hora de Lisboa), o euro negociava a 1,1793 dólares, uma subida face aos 1,1726 dólares da sessão anterior.

O Banco Central Europeu estabeleceu o câmbio de referência diário precisamente nesse valor de 1,1793 dólares. Face à libra esterlina, a moeda europeia recuou ligeiramente, enquanto ganhou terreno perante o iene japonês.

Sinais positivos vindos de Washington

Os mercados cambiais reagiram às declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de uma nova ronda negocial com o Irão. O presidente dos Estados Unidos afirmou que Teerão estabeleceu contacto com Washington após o término sem resultados concretos das conversações do último fim de semana.

J.D. Vance, vice-presidente norte-americano, reforçou que as negociações não foram um total insucesso. Garantiu que houve avanços significativos, aguardando agora que o Irão aceite os principais pontos exigidos pela administração americana.

FMI revê previsões para Médio Oriente

O Fundo Monetário Internacional cortou drasticamente as projeções de crescimento para a região do Médio Oriente e Norte de África. No relatório Perspetivas da Economia Mundial, a instituição aponta para um crescimento de apenas 1,1% em 2026, muito abaixo dos 3,2% estimados para 2025.

A revisão em baixa reflete o impacto direto do conflito que envolve Irão, Estados Unidos e Israel, com ramificações no Golfo Pérsico. A ofensiva iniciada a 28 de fevereiro contra o Irão provocou retaliações que atingiram bases militares americanas e infraestruturas energéticas críticas, incluindo refinarias de petróleo e centrais elétricas.

Petróleo alivia pressão sobre bolsas

As praças financeiras recuperaram terreno, beneficiando de uma descida moderada nos preços do crude. A redução da tensão geopolítica, ainda que frágil, contribuiu para aliviar a pressão sobre os índices bolsistas e apoiou a valorização do euro.

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