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POLITICA

São Tomé e Príncipe debate mudança de nome e bandeira nas eleições

Eugénio Tiny quer transformar a identidade de São Tomé e Príncipe. O candidato às eleições presidenciais propõe alterar o nome do país e a bandeira nacional para promover a união entre todos os cidadã...

São Tomé e Príncipe debate mudança de nome e bandeira nas eleições
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Eugénio Tiny quer transformar a identidade de São Tomé e Príncipe. O candidato às eleições presidenciais propõe alterar o nome do país e a bandeira nacional para promover a união entre todos os cidadãos.

Uma nova identidade visual e territorial

O jurista defende a adoção do nome República Centro Equatorial. Esta alteração procura combater a exclusão sentida pelos habitantes da ilha do Príncipe, unindo toda a população sob a designação comum de centro-equatorianos.

A bandeira nacional também pode sofrer mudanças radicais. Eugénio Tiny exige que a cor azul ocupe 80% do estandarte, refletindo a vasta dimensão marítima do país. O número de estrelas sobe de duas para cinco, garantindo a representação dos vários ilhéus do arquipélago.

Combate frontal à corrupção eleitoral

O candidato rejeita os moldes da política tradicional. Optou por uma campanha estritamente porta a porta. Evita a impressão de cartazes, a oferta de camisolas e a organização de grandes comícios.

O professor universitário critica o esbanjamento financeiro dos adversários. Questiona a origem dos fundos usados em campanha e lamenta que os políticos distribuam dinheiro nas ruas enquanto faltam medicamentos nos hospitais públicos.

Tiny denuncia uma corrupção sistémica nas instituições. Acusa o Tribunal Constitucional de exigir orçamentos formais de campanha enquanto fecha os olhos à compra de votos à vista de todos.

Reconstruir um Estado funcional

Aos quase 75 anos, o antigo vice-presidente da Assembleia Nacional avança para a sua segunda corrida presidencial. O seu foco é erguer um Estado credível, organizado e com disciplina.

Eugénio Tiny admite que pode perder nas urnas devido à falta de capacidade financeira para mobilizar eleitores. O seu principal objetivo é forçar a população a refletir sobre o rumo do país, poucos dias após a nação assinalar 51 anos de independência.

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