Caos informático no SNS leva Ordem dos Médicos a exigir respostas urgentes
O Serviço Nacional de Saúde sofreu um novo apagão informático na última sexta-feira. A falha paralisou o acesso a dados clínicos em todo o país. A Ordem dos Médicos (OM) já enviou um pedido de esclare...

O Serviço Nacional de Saúde sofreu um novo apagão informático na última sexta-feira. A falha paralisou o acesso a dados clínicos em todo o país. A Ordem dos Médicos (OM) já enviou um pedido de esclarecimentos urgentes aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).
Consultas e tratamentos adiados
A quebra nos sistemas afetou mais de 150 mil consultas e atos médicos. Muitos procedimentos acabaram cancelados ou adiados. Os profissionais trabalharam sem acesso ao histórico clínico, resultados de exames, medicação habitual ou alergias dos doentes.
A OM alerta que esta falha aumenta o risco clínico. O bloqueio dos dados compromete a qualidade da decisão médica e prejudica o acesso seguro aos cuidados de saúde.
Silêncio da tutela gera revolta
Os SPMS não informaram a Ordem dos Médicos sobre a queda do sistema. Carlos Cortes, bastonário da OM, classifica este bloqueio de informação como incompreensível e preocupante.
Um aviso atempado teria permitido preparar os médicos e proteger os doentes. Sem comunicação oficial, os profissionais de saúde desconheciam as medidas a adotar para contornar o apagão informático.
Segunda falha grave num mês
Este representa o segundo incidente crítico nos sistemas de informação do SNS em menos de trinta dias. A 22 de maio, uma falha de segurança comprometeu os processos clínicos de mais de 100 mil utentes.
A OM também solicitou explicações urgentes após essa quebra de segurança. Até ao momento, os SPMS não deram qualquer resposta ao pedido.
Exigência de planos de contingência
A resiliência das infraestruturas informáticas da saúde enfrenta sérias dúvidas. A OM exige a criação de planos de contingência claros, testados e comunicados a todos os profissionais.
Carlos Cortes pede ainda garantias concretas sobre os sistemas de redundância informáticos. O bastonário quer conhecer o ponto de situação do segundo polo de infraestrutura central dos SPMS, uma medida essencial para evitar um novo colapso dos sistemas críticos.





























