Tribunal de Sintra dita hoje a sentença do agente da PSP que matou Odair Moniz
O Tribunal de Sintra decide esta tarde o futuro do agente da PSP Bruno Pinto. A leitura do acórdão está marcada para as 15h30 e encerra o julgamento sobre a morte de Odair Moniz, baleado na Cova da Mo...

O Tribunal de Sintra decide esta tarde o futuro do agente da PSP Bruno Pinto. A leitura do acórdão está marcada para as 15h30 e encerra o julgamento sobre a morte de Odair Moniz, baleado na Cova da Moura em outubro de 2024.
A posição do Ministério Público
O Ministério Público pede a condenação do polícia. Durante as alegações finais, o procurador rejeitou por completo a tese de legítima defesa.
A acusação exige uma pena de prisão entre os oito e os 16 anos pelo crime de homicídio. Além da prisão, requer que o arguido fique proibido de exercer funções na Polícia de Segurança Pública.
O mistério da arma branca
A alegada posse de uma faca dominou os debates no tribunal. O coletivo de juízes procurou apurar se Odair Moniz ameaçou os polícias antes de sofrer os disparos fatais.
Os testemunhos dos agentes da PSP revelaram fortes contradições. Alguns afirmaram ter visto uma lâmina junto ao corpo, mas outros negaram em absoluto a presença do objeto.
A investigação da Polícia Judiciária afasta a tese do arguido. Os peritos não encontraram quaisquer impressões digitais ou vestígios biológicos da vítima na faca recolhida na cena do crime.
A resposta da defesa
Ricardo Serrano Vieira, advogado do agente da PSP, mantém que a vítima estava armada. A defesa considera que a acusação omitiu a existência da faca de forma intencional.
O representante legal desvaloriza as perícias científicas da Judiciária. Para sustentar a sua versão, o advogado aponta para as imagens das câmaras de segurança, alegando que um reflexo visível na gravação comprova que Odair Moniz empunhava a arma.




























