Ensino superior português no topo da frequência esconde fosso social nos mestrados
A origem familiar continua a ditar quem avança para um mestrado em Portugal. O país regista taxas de frequência universitária ao nível dos melhores do mundo. No entanto, o verdadeiro fosso social reve...

A origem familiar continua a ditar quem avança para um mestrado em Portugal. O país regista taxas de frequência universitária ao nível dos melhores do mundo. No entanto, o verdadeiro fosso social revela-se no momento de continuar os estudos após a licenciatura.
O peso da escolaridade dos pais
Os dados mostram uma clara vantagem para os alunos oriundos de famílias com maior nível de instrução. Quase metade (48%) dos jovens cujos pais possuem diplomas universitários prossegue para o mestrado.
A realidade muda de figura para os estudantes cujos pais não foram além do ensino secundário. Neste grupo, apenas 37% decide continuar a estudar após concluir a primeira fase do ensino superior.
O desafio da equidade
Esta diferença de 11 pontos percentuais expõe uma limitação na eficácia do elevador social. O acesso inicial à universidade democratizou-se, mas os graus académicos mais elevados ainda refletem a desigualdade de oportunidades no país.





























