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POLITICA

Portugal aumenta efetivos militares para 31 mil e estuda missão no Estreito de Ormuz

O Governo português aprovou um aumento significativo da capacidade de recrutamento militar e prepara-se para reforçar a presença internacional. O país atingiu a meta histórica de investimento na NATO ...

Portugal aumenta efetivos militares para 31 mil e estuda missão no Estreito de Ormuz
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O Governo português aprovou um aumento significativo da capacidade de recrutamento militar e prepara-se para reforçar a presença internacional. O país atingiu a meta histórica de investimento na NATO e avalia agora enviar meios para o Estreito de Ormuz.

Aumento histórico no orçamento e recrutamento

O Conselho de Ministros aprovou um novo decreto-lei de efetivos. Este documento aumenta o limite de recrutamento para cerca de 31 mil militares nas Forças Armadas.

Nuno Melo confirmou a decisão durante a reunião de ministros da Defesa da NATO, em Bruxelas. O ministro sublinhou ainda um marco financeiro importante para o país.

Portugal atingiu os 2,01% do Produto Interno Bruto em gastos com a Defesa. O executivo cumpre assim, em 2025, o compromisso assumido com a Aliança Atlântica em 2014. O valor representa um salto substancial face aos anteriores 1,3%.

Reforço na segurança europeia

Os Estados Unidos sinalizaram uma redução do investimento na defesa do espaço europeu. Em resposta, Portugal prepara-se para assumir maiores responsabilidades no continente.

O país acaba de integrar a Iniciativa Norueguesa para Defesa do Atlântico. Este projeto junta os principais países atlânticos europeus e o Canadá.

As tropas nacionais já marcam presença em quatro países do flanco leste. O Ministério da Defesa estuda agora um reforço nestas missões. O Governo romeno pediu recentemente apoio português face ao agravamento das ameaças na região.

Nova operação no Médio Oriente

A estratégia de defesa nacional pode estender-se ao Estreito de Ormuz. O Governo pondera participar ativamente numa missão de paz nesta via marítima estratégica.

A contribuição portuguesa deverá focar-se em três áreas específicas. O plano inclui a colocação de pessoal no quartel-general e o envio de veículos não tripulados para o combate a minas marinhas.

As Forças Armadas podem também disponibilizar informações estratégicas recolhidas através de vigilância por satélite e tecnologia subaquática. O Conselho Superior de Defesa Nacional vai avaliar e votar esta proposta de forma atempada.

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