Esquerda exige que ministro da Educação assuma o caos nos exames digitais
As falhas na correção digital dos exames nacionais uniram a esquerda nas críticas ao Governo. Livre, PCP e Bloco de Esquerda recusam que os professores sirvam de bode expiatório para os atrasos. Os tr...

As falhas na correção digital dos exames nacionais uniram a esquerda nas críticas ao Governo. Livre, PCP e Bloco de Esquerda recusam que os professores sirvam de bode expiatório para os atrasos. Os três partidos exigem que o ministro Fernando Alexandre assuma a culpa pela desorganização.
Digitalização sem planeamento
A deputada Filipa Pinto, do Livre, considerou a atitude do ministro inaceitável. Classificou a transição digital dos exames como um processo megalómano e desprovido de preparação. Para a parlamentar, o governante falhou na sua missão de acalmar alunos e famílias, gerando um clima de pânico.
O Livre admite que uma comissão parlamentar de inquérito pode ajudar a esclarecer as falhas. A prioridade atual passa por realizar auditorias rigorosas ao sistema.
PCP recusa culpas nos professores
Alfredo Maia avisou o Governo para esquecer qualquer tentativa de responsabilizar os docentes. O deputado do PCP sublinhou que o Ministério da Educação causou este problema e tem de o resolver em exclusivo.
Para evitar que os estudantes paguem a fatura, o PCP agendou um debate de urgência para sexta-feira. O partido quer expor a gravidade de uma situação que afeta milhares de famílias em todo o país.
BE exige demissão do ministro
O Bloco de Esquerda adotou a postura mais dura. Fabian Figueiredo chamou surreal à conferência de imprensa do governante. Acusou Fernando Alexandre de ignorar os alertas dados durante o projeto-piloto de Filosofia e de mentir sobre a falta de professores classificadores.
O deputado exige a demissão do ministro assim que o processo de avaliação terminar. O BE desafiou ainda o primeiro-ministro a isentar os alunos da taxa de 25 euros nos pedidos de reapreciação de prova. A viabilização de uma comissão de inquérito continua a ser uma exigência central dos bloquistas.





























