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POLITICA

Crise nos exames nacionais incendeia debate do Estado da Nação com a oposição a exigir demissões

O Parlamento assistiu a um intenso debate sobre o Estado da Nação. A crise na correção dos exames nacionais serviu de rastilho para fortes críticas ao Governo de Luís Montenegro. O Partido Socialista ...

Crise nos exames nacionais incendeia debate do Estado da Nação com a oposição a exigir demissões
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O Parlamento assistiu a um intenso debate sobre o Estado da Nação. A crise na correção dos exames nacionais serviu de rastilho para fortes críticas ao Governo de Luís Montenegro. O Partido Socialista exige a saída imediata do ministro da Educação.

Pressão máxima sobre o Governo

André Ventura elevou a tensão política ao desafiar o primeiro-ministro. O líder do Chega sugeriu a apresentação de uma moção de confiança para clarificar o apoio parlamentar ao Executivo.

Luís Montenegro respondeu com críticas duras. O líder do Governo acusou a oposição de puro oportunismo político e de tentar governar através de alianças negativas.

Caos nas escolas e exames em atraso

A falha na plataforma de correção das provas dominou as intervenções. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, abandonou o hemiciclo durante a discussão, após garantir que a quase totalidade dos exames já está avaliada.

A oposição não poupou nas palavras. O Livre acusou o Ministério de usar os alunos como cobaias. O Bloco de Esquerda juntou a sua voz à exigência de demissão da tutela. A Fenprof declarou mesmo que o ministro não tem condições para continuar no cargo.

Executivo focado na estabilidade

Apesar das investidas, a equipa governamental mantém o foco no cumprimento integral da legislatura. O ministro Castro Almeida prometeu uma ambição transformadora para o país.

O Ministério da Economia reforçou a mensagem de otimismo. O Governo garante que Portugal entrou num novo ciclo de crescimento económico e rejeita o cenário de paralisia pintado pela oposição.

Esquerda e Direita trocam acusações

O debate expôs fraturas profundas entre as diferentes bancadas. A Iniciativa Liberal apontou o dedo ao PS, PSD e Chega por jogarem jogos políticos enquanto o país enfrenta problemas reais.

O PCP alertou para o isolamento do Governo, especialmente devido às propostas laborais. O CDS-PP aproveitou o tempo para atacar a gestão socialista anterior em matéria de imigração.

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