São Tomé e Príncipe reelege Carlos Vila Nova sob fortes elogios internacionais
O povo de São Tomé e Príncipe reconduziu Carlos Vila Nova à Presidência da República. O atual Presidente garantiu a vitória nas eleições de domingo com 55,94% dos votos. O principal opositor, Nito d'A...

O povo de São Tomé e Príncipe reconduziu Carlos Vila Nova à Presidência da República. O atual Presidente garantiu a vitória nas eleições de domingo com 55,94% dos votos. O principal opositor, Nito d'Abreu, alcançou 41,92%.
Eugénio Tiny e Miques João fecharam a contagem com 1,07% e 1,58%, respetivamente. Os dados preliminares da Comissão Eleitoral Nacional (CEN) atestam um processo pacífico e organizado.
Aprovação da comunidade internacional
As várias missões de observação presentes no terreno validaram o ato eleitoral. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) classificou o momento como um passo firme na consolidação da democracia são-tomense.
João Bernardo de Miranda, chefe da missão da CPLP, destacou o cumprimento estrito da lei. O apuramento decorreu de forma calma e demonstrou um elevado espírito cívico da população.
A União Africana (UA) partilha da mesma visão. Filipe Nyusi, antigo Presidente moçambicano e chefe da missão da UA, enalteceu a maturidade e a serenidade dos eleitores durante todo o processo.
Transparência total nas urnas
A União Europeia sublinhou a transparência de toda a contagem dos votos. A campanha eleitoral decorreu num clima de segurança e sem incidentes.
Organizações como a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e o G7+ reforçaram esta análise. Não houve registo de irregularidades, violência ou intimidação. O escrutínio foi considerado livre e justo pelas equipas de observação.
Recomendações estruturais
Apesar do sucesso do processo, os observadores deixaram alertas concretos. A principal recomendação exige reformas na estrutura administrativa eleitoral do país.
Filipe Nyusi defendeu a criação de um mandato permanente para a Comissão Eleitoral Nacional. Atualmente, as funções deste órgão terminam após cada ato eleitoral.
As missões internacionais pedem ainda um reforço imediato de recursos. O objetivo passa por dotar a administração de melhores condições financeiras e operacionais para gerir e fiscalizar as futuras eleições.



























