Nova Iorque recebe Benjamin Netanyahu em setembro sob fortes ameaças de detenção
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a sua presença na Assembleia Geral da ONU no próximo mês de setembro. A viagem surge em claro desafio às recentes ameaças de Zohran Mamdani...

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a sua presença na Assembleia Geral da ONU no próximo mês de setembro. A viagem surge em claro desafio às recentes ameaças de Zohran Mamdani, um autarca nova-iorquino que prometeu tentar a detenção do líder israelita mal este pise solo americano.
Acusações de ódio e antissemitismo
Durante uma entrevista à Fox News, Netanyahu garantiu a deslocação aos Estados Unidos e dirigiu duras críticas ao político local. O chefe do governo de Israel acusou Mamdani de espalhar ódio gratuito e de virar a população de Nova Iorque contra a comunidade judaica.
O líder israelita traçou paralelos com a perseguição dos anos 30 e associou os discursos do autarca a um recente esfaqueamento de um cidadão judeu na cidade. Netanyahu referiu ainda que Mamdani e a sua família celebraram os ataques do Hamas de 7 de outubro, classificando as ações do político como uma retórica perigosa que aterroriza os próprios eleitores.
A sombra do Tribunal Penal Internacional
A vontade de prender o governante nasce do pedido de mandado de captura do Tribunal Penal Internacional (TPI). A justiça internacional acusa Netanyahu de crimes de guerra e crimes contra a humanidade devido à contínua ofensiva militar na Faixa de Gaza.
Zohran Mamdani defendeu recentemente ao The New York Times que o primeiro-ministro deveria estar no banco dos réus em Haia. O político nova-iorquino admitiu manter discussões ativas com as autoridades policiais para perceber a viabilidade legal de prender o líder estrangeiro durante a sua passagem pelas Nações Unidas.
Promessas de ação policial
Apesar de existirem sérias dúvidas sobre a jurisdição local para deter líderes internacionais, o autarca garantiu que usará todos os mecanismos que a lei permitir. No passado, o mesmo responsável já tinha prometido acionar a polícia para executar mandados do TPI contra figuras como o Presidente russo, Vladimir Putin.
A representação diplomática de Israel na ONU desvaloriza a polémica. O embaixador Danny Danon reafirmou que a agenda se mantém inalterada e Netanyahu deixou claro que nenhuma ameaça o impedirá de discursar perante a comunidade internacional.





























