Moscovo acusa a ONU de politização após entrar na lista negra de violência sexual
Moscovo expressou uma forte indignação contra as Nações Unidas. A decisão inédita de António Guterres de incluir a Rússia na lista negra de países suspeitos de usar a violência sexual como arma de gue...

Moscovo expressou uma forte indignação contra as Nações Unidas. A decisão inédita de António Guterres de incluir a Rússia na lista negra de países suspeitos de usar a violência sexual como arma de guerra gerou críticas imediatas.
Vasili Nebenzia, representante permanente da Rússia na ONU, classificou a medida como enviesada e politizada.
As acusações do Kremlin
O diplomata russo rejeitou frontalmente as conclusões do relatório. Nebenzia garantiu que o documento contém dados superficiais e carece de provas concretas.
Segundo o representante, a organização procura apenas desacreditar as forças de segurança russas. Moscovo acusa a Missão de Observação dos Direitos Humanos da ONU de atuar com um claro preconceito antirrusso para ocultar ações do regime ucraniano.
O relatório das Nações Unidas
Pramila Patten, representante especial da ONU, apresentou o documento. O anexo acusa as forças russas de violações e abusos contra detidos e prisioneiros de guerra na Ucrânia.
A organização já tinha notificado Moscovo sobre esta possível inclusão no ano passado. As Nações Unidas sublinham que o documento funciona como um mecanismo de monitorização baseado em dados verificados, e não como um processo legal.
Israel acompanha a Rússia na lista
O documento também visa Israel devido a abusos cometidos contra palestinianos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.
A resposta de Telavive seguiu a mesma linha de Moscovo. A diplomacia israelita classificou a decisão como absurda e anunciou o corte de relações com o secretário-geral da ONU. O Governo de Israel recusou ainda conceder vistos aos observadores internacionais, alegando viés institucional.
Mike Waltz, embaixador norte-americano, defendeu os israelitas. O diplomata considerou ridículo equiparar um Estado com um sistema judicial independente a grupos terroristas como o Hamas ou o Estado Islâmico.



























