Greve geral prolonga restrições nos transportes e nova lei laboral arrisca chumbo no parlamento
Os efeitos da paralisação mantêm-se visíveis ao longo desta quinta-feira feriado. A circulação de comboios da CP e as ligações aéreas registam vários constrangimentos, mesmo com a definição prévia de ...

Os efeitos da paralisação mantêm-se visíveis ao longo desta quinta-feira feriado. A circulação de comboios da CP e as ligações aéreas registam vários constrangimentos, mesmo com a definição prévia de serviços mínimos.
A perturbação nos transportes, na saúde e nas escolas reflete a forte tensão em torno do novo pacote laboral. O documento avança agora para a Assembleia da República sem qualquer acordo na concertação social.
O braço de ferro político
A discussão da proposta governamental com cerca de 80 páginas arranca a 18 de junho. O Governo enfrenta um cenário complexo, pois os dois maiores partidos da oposição já fecharam a porta à viabilização do texto.
André Ventura, líder do Chega, garante que a lei será chumbada se chegar ao parlamento na sua forma atual.
A oposição à esquerda mantém a mesma intransigência. PCP, Livre e Bloco de Esquerda juntaram-se às manifestações nas ruas para contestar duramente as medidas do executivo.
Guerra de números na adesão
A CGTP faz um balanço positivo do protesto. A central sindical assegura que a mobilização superou a da última greve de dezembro, com um impacto profundo no setor privado.
As fábricas da Sovena e da Cimpor pararam por completo. A estrutura sindical aponta ainda para taxas de adesão de 95% na Bosch e de 88% na Galvidro.
O cenário traçado pelos patrões e pelo Governo é radicalmente oposto. A indústria considera que a falta dos trabalhadores foi residual.
O primeiro-ministro desvaloriza a dimensão da greve. O chefe do executivo sublinha que a esmagadora maioria dos portugueses decidiu apresentar-se ao trabalho.





























