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MUNDO

As chamas na ilha grega de Creta mataram dois bombeiros num incêndio descontrolado

Dois operacionais perderam a vida enquanto combatiam um violento fogo florestal no oeste de Creta. A frente de chamas estende-se por mais de 15 quilómetros e continua a lavrar sem controlo.

As chamas na ilha grega de Creta mataram dois bombeiros num incêndio descontrolado
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Dois operacionais perderam a vida enquanto combatiam um violento fogo florestal no oeste de Creta. A frente de chamas estende-se por mais de 15 quilómetros e continua a lavrar sem controlo.

As vítimas ficaram encurraladas dentro do próprio camião de bombeiros. O desastre aconteceu no sopé de uma montanha próxima da cidade de Rethymno. Yiannis Artopios, porta-voz adjunto do Corpo de Bombeiros grego, confirmou as mortes em serviço.

As constantes mudanças na direção do vento tornam o combate imprevisível. O autarca local, Yiannis Tatarakis, avisou que as equipas podem ficar presas pelas chamas a qualquer momento.

Evacuações e meios no terreno

As autoridades gregas já retiraram os habitantes de seis aldeias cretenses por motivos de segurança. Mais de uma centena de bombeiros luta contra o fogo no terreno.

O dispositivo de emergência mobiliza 27 viaturas terrestres e quatro meios aéreos para tentar travar a progressão do incêndio.

Caos alastra a outras regiões

A crise ultrapassa as fronteiras de Creta. Vários focos ativos destroem áreas nas ilhas de Paros e Lesbos, atingindo ainda a península do Peloponeso.

Na ilha turística de Paros, o governo ordenou a evacuação de dez aldeias. Após uma noite intensa, a força do incêndio diminuiu ao nascer do sol.

Já em Lesbos, o fogo deflagrou perto de um aterro sanitário na zona de Plomari. Cinquenta operacionais e seis aeronaves tentam controlar a situação de urgência.

Clima extremo acelera destruição

Rajadas de vento de 74 km/h empurram as frentes de fogo a grande velocidade. A vegetação encontra-se extremamente seca após meses de escassez de chuva.

As vagas de calor severas de junho e julho secaram os solos de forma drástica. Na última semana, os termómetros chegaram aos 43 graus em várias zonas do país.

Os registos meteorológicos confirmam a gravidade climática. É apenas a terceira vez desde 2011 que as temperaturas ultrapassam a barreira dos 40 graus numa fase tão avançada do verão.

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