Projetos da ANA nos aeroportos portugueses avançam alinhados com o Estado
A ANA - Aeroportos de Portugal garante que os projetos em curso decorrem em total sintonia com as exigências do Governo. A posição surge após as declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobr...

A ANA - Aeroportos de Portugal garante que os projetos em curso decorrem em total sintonia com as exigências do Governo. A posição surge após as declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a possível intervenção estatal em concessões incumpridoras.
A empresa recusa comentar diretamente a criação do futuro Fundo Soberano de Portugal. No entanto, sublinha o compromisso contínuo com a conectividade nacional e com o desenvolvimento de novas infraestruturas. O projeto do novo aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete, segue com rigor o calendário oficial.
O aviso do Governo
Luís Montenegro utilizou o encerramento do Congresso do PSD para lançar um alerta aos grandes concessionários. O primeiro-ministro anunciou um Fundo Soberano destinado a garantir autonomia estratégica ao país.
Este instrumento financeiro servirá como poupança para o futuro e mecanismo de intervenção. O Estado admite assumir participações na energia, comunicações, banca e infraestruturas aeroportuárias caso as empresas privadas falhem os seus compromissos.
Prazos e custos em Alcochete
A concessionária tem até 17 de julho para entregar o Relatório Técnico do Aeroporto Luís de Camões. O documento detalha o planeamento, estrutura de subcontratação, calendário de obras e orçamento final.
O custo de construção da nova infraestrutura ronda os 8,5 mil milhões de euros. A ANA planeia financiar grande parte da obra através da emissão de sete mil milhões de euros em dívida. A meta aponta a inauguração para meados de 2037, admitindo uma antecipação para o final de 2036 mediante acordo com o Governo.
Condições do investimento
A execução do projeto traz várias contrapartidas exigidas pela empresa. A gestora propõe aumentar gradualmente as taxas no atual aeroporto da capital entre 2026 e 2030.
Para garantir a viabilidade económica da obra sem apoios públicos, a ANA exige prolongar a atual concessão por mais 30 anos. O contrato original, assinado em 2012 com a duração de 50 anos, passaria a terminar apenas em 2092. A rede portuguesa de aeroportos é controlada pela francesa VINCI Airports desde a sua privatização em 2013.





























