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Bolívia caminha para guerra civil devido a políticas do atual Governo

A Bolívia caminha para um cenário de guerra civil devido às políticas do atual Governo. O alerta parte de Evo Morales, antigo presidente do país, que critica duramente a estratégia do Executivo.

Bolívia caminha para guerra civil devido a políticas do atual Governo
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A Bolívia caminha para um cenário de guerra civil devido às políticas do atual Governo. O alerta parte de Evo Morales, antigo presidente do país, que critica duramente a estratégia do Executivo.

A tensão no território boliviano atinge níveis críticos após semanas de estradas bloqueadas. Morales acusa a administração do Presidente Rodrigo Paz de adotar medidas neoliberais e de entregar os recursos naturais a empresas multinacionais.

Suspensão temporária dos bloqueios

Os apoiantes do ex-presidente decidiram interromper os protestos nas estradas. A pausa procura apaziguar o país após mais de um mês e meio de paralisações intensas.

As Seis Federações dos Trópicos de Cochabamba lideram este recuo estratégico. Isidro Auca, responsável pela estrutura sindical, avisa que a luta vai continuar e que a batalha está longe do fim.

O movimento exige o cancelamento dos planos de privatização de setores vitais. A água, a eletricidade, as telecomunicações, a saúde e a educação lideram as preocupações dos manifestantes.

Defesa da coca e resistência popular

Evo Morales permanece refugiado na região de Chapare. O líder indígena conta há dois anos com a proteção de milhares de camponeses locais e agricultores de folha de coca.

A defesa das plantações de coca representa uma questão de soberania nacional para os produtores. Morales classifica esta luta como superior aos históricos conflitos da água ou do gás vividos no país.

O antigo chefe de Estado deixa um aviso claro às autoridades. Qualquer tentativa de intervenção militar ou policial no seu reduto enfrentará uma forte resistência popular.

Acusações na justiça e exigência de eleições

O Executivo boliviano responsabiliza Morales pelo incentivo à revolta social. O Governo argumenta que o ex-presidente usa os protestos para escapar às autoridades.

Morales é alvo de um mandado de detenção num processo de tráfico de menores. O líder indígena rejeita as suspeitas e denuncia uma perseguição puramente política.

Sem encontrarem provas de corrupção ou narcotráfico, Morales afirma que os adversários inventaram um caso de pedofilia para manchar a sua imagem.

Apesar do clima de rutura, o ex-presidente nega ter exigido a queda do Governo de Rodrigo Paz. Aponta a convocação de eleições antecipadas como a única saída constitucional viável para resolver a crise.

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