Espanha abre 15 novos inquéritos por apagão elétrico de abril
A Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) de Espanha abriu 15 novos inquéritos relacionados com o apagão elétrico que atingiu a Península Ibérica a 28 de abril de 2025. O número total ...

Processos chegam a 35 empresas visadas
A Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC) de Espanha abriu 15 novos inquéritos relacionados com o apagão elétrico que atingiu a Península Ibérica a 28 de abril de 2025. O número total de processos sobe agora para 35, com possibilidade de sanções para as empresas envolvidas.
Entre as visadas nos novos processos estão as energéticas Endesa, TotalEnergies, Engie, ContourGlobal e a associação nuclear Ascó-Vandellos, que integra a Endesa e Iberdrola.
Segunda vaga de investigações
Esta segunda vaga surge uma semana após a CNMC ter iniciado vinte processos sancionatórios contra o operador do sistema elétrico espanhol Red Eléctrica, além da Iberdrola, Endesa, Naturgy, Repsol e Associação Nuclear Ascó-Vandellós II.
A autoridade espanhola esclarece que os inquéritos "incluem também a investigação de práticas produzidas em dias ou períodos diferentes de 28 de abril". Estas práticas constituem indícios de possíveis infrações setoriais detetadas durante a investigação ao apagão.
Origem multifatorial não atribui culpas diretas
A CNMC reforça que os factos investigados "não implicam, por si mesmos, a atribuição da origem ou causa do apagão às empresas afetadas". O incidente teve uma origem multifatorial, segundo a autoridade.
Os procedimentos terão duração máxima entre nove e dezoito meses, consoante a gravidade das infrações. As empresas visadas poderão apresentar alegações.
Apagão mais grave em 20 anos
O incidente de 28 de abril paralisou toda a Península Ibérica com uma falha generalizada de eletricidade. Em março, peritos europeus classificaram o evento como "o apagão mais grave no sistema elétrico europeu em mais de 20 anos" e um fenómeno "nunca antes observado ou teorizado".
A investigação identificou uma combinação de fatores: limites de tensão diferenciados, baixa carga nas linhas, falhas em sistemas de proteção e insuficiências no controlo dinâmico da tensão.
Responsabilidades partilhadas
Um relatório do Governo espanhol, apresentado em junho, responsabilizou tanto a Red Eléctrica como as produtoras de eletricidade. O documento apontou mau planeamento por parte do operador do sistema e incumprimentos de obrigações por parte das empresas produtoras.



























