Almada enfrenta níveis de água abaixo do normal em grande parte dos reservatórios
A crise no abastecimento de água em Almada mantém-se severa. Após semanas de falhas constantes e forte indignação popular, os dados oficiais confirmam a gravidade da escassez hídrica no concelho do di...

A crise no abastecimento de água em Almada mantém-se severa. Após semanas de falhas constantes e forte indignação popular, os dados oficiais confirmam a gravidade da escassez hídrica no concelho do distrito de Setúbal.
Estado crítico das reservas
Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) revelam que mais de metade dos doze reservatórios locais operam com níveis abaixo do normal. A informação recém-publicada online traça um cenário de enorme exigência para a rede de distribuição.
Apenas uma infraestrutura regista um nível considerado excelente, guardando 87% da sua capacidade máxima. Quatro reservatórios recebem a classificação de bom, situando-se entre os 61% e os 68%.
A principal preocupação foca-se nas restantes estruturas. Três reservatórios encontram-se sob vigilância e quatro entraram em situação de alerta, atingindo percentagens mínimas de reserva.
Cortes noturnos e novas captações
O município ativou o estado de alerta perante as sucessivas quebras de fornecimento, que afetam com particular dureza a Costa da Caparica. A autarquia impôs cortes totais de água em várias zonas do concelho durante a noite, vigorando entre as 22:00 e as 06:00.
As autoridades locais proibiram também qualquer uso de água da rede pública para fins não domésticos ou não essenciais.
Para atenuar os efeitos da falta de água, a Câmara Municipal de Almada ativou dois novos furos artesianos. Estas captações reforçam agora o sistema com a injeção de 120 metros cúbicos de água por hora.
População exige respostas
A falta deste bem essencial gerou uma onda de descontentamento social. A 8 de julho, cerca de 1500 cidadãos concentraram-se num forte protesto na Costa da Caparica.
Os manifestantes exigiram soluções imediatas para o problema crónico nas torneiras e chegaram mesmo a pedir a demissão da atual presidente da câmara, Inês de Medeiros.





























