Luís Montenegro garante que vai forçar os partidos a revelar posição sobre as reformas do Estado
O primeiro-ministro e líder do PSD assegura que o Governo não vai recuar nas mudanças estruturais do país. Durante a apresentação da sua moção de estratégia em Sintra, Luís Montenegro deixou um aviso ...

O primeiro-ministro e líder do PSD assegura que o Governo não vai recuar nas mudanças estruturais do país. Durante a apresentação da sua moção de estratégia em Sintra, Luís Montenegro deixou um aviso direto à oposição: todos terão de assumir as suas reais intenções na hora de votar.
O peso das resistências políticas
Montenegro criticou de forma dura os responsáveis que defendem um Estado eficiente apenas na teoria. O líder social-democrata acusa vários políticos de terem medo de agir quando as decisões afetam interesses instalados ou setores específicos.
A declaração surgiu poucas horas depois de André Ventura anunciar o voto contra do Chega à nova lei de organização do Tribunal de Contas. Sem referir nomes, o chefe do Governo apontou o dedo aos que recuam nas decisões difíceis para manterem a popularidade intacta.
Fim da linha para a estagnação
O executivo mostra total abertura para debater e afinar as propostas no parlamento. No entanto, rejeita em absoluto manter o atual cenário alimentado por excesso de burocracia e redes de corrupção.
O recandidato à liderança do PSD, cujas eleições diretas acontecem a 30 de maio, sublinha que Portugal tem demasiados reformistas de televisão. Na sua ótica, muitos querem mudar o país desde que a mudança ocorra apenas "na porta ao lado".
Para Luís Montenegro, o tempo das palavras acabou. As próximas votações na Assembleia da República vão forçar a clarificação política e revelar quem está de facto preparado para transformar o Estado.



























