Destruição de quatro navios da Transtejo avança e ameaça novas rotas no rio Tejo
O Ministério das Infraestruturas confirmou o abate de mais quatro embarcações da Transtejo até dezembro de 2026. A medida ameaça a estabilidade das operações diárias e os planos de expansão da empresa...

O Ministério das Infraestruturas confirmou o abate de mais quatro embarcações da Transtejo até dezembro de 2026. A medida ameaça a estabilidade das operações diárias e os planos de expansão da empresa de transportes fluviais.
Exigências de financiamento
A renovação da frota com dez novos navios elétricos exige uma contrapartida. O programa europeu Sustentável 2030 obriga à destruição de oito barcos convencionais. A empresa já abateu metade desta quota.
O Governo decidiu prolongar o prazo para desmantelar as restantes quatro unidades. O ministério reconhece que retirar estes barcos no imediato prejudicaria a regularidade do serviço público prestado aos passageiros.
Oposição da administração
Rui Rei, presidente da Transtejo, tentou travar este processo desde que assumiu funções. O gestor discorda desta imposição e defende a reparação de todos os navios tradicionais.
A administração pretende usar a frota atual para garantir as ligações existentes e viabilizar novos destinos. Parque das Nações, Algés, Moita e Alcochete são algumas das rotas planeadas que correm agora risco de suspensão.
Alerta dos sindicatos
Carlos Costa, dirigente da Fectrans, avisa que o abate precoce das embarcações compromete a operacionalidade diária da empresa.
O representante dos trabalhadores destaca a urgência de manter os barcos convencionais no ativo. Estes navios antigos são cruciais para colmatar eventuais avarias ou falhas de serviço da nova frota elétrica no rio Tejo.




























