Alcobaça acolhe congresso do CDS marcado por avisos de independência face ao PSD
O 32.º Congresso Nacional do CDS-PP em Alcobaça sublinha uma mensagem clara. O partido recusa ser uma sombra do PSD na coligação governamental. Históricos e atuais dirigentes unem-se para garantir a a...

O 32.º Congresso Nacional do CDS-PP em Alcobaça sublinha uma mensagem clara. O partido recusa ser uma sombra do PSD na coligação governamental. Históricos e atuais dirigentes unem-se para garantir a autonomia centrista.
Nuno Melo procura a reeleição e defende a atual estratégia. O líder centrista e ministro da Defesa Nacional rejeita o rótulo de "muleta" do Governo. Garante que nunca temeu ir a votos sozinho e foca os ataques nos adversários socialistas e populistas.
As chaves para caminhar sozinho
Manuel Monteiro protagonizou um dos momentos mais aplaudidos do encontro. O antigo líder recorreu ao passado para garantir que o CDS guarda sempre as chaves do próprio carro. Defende a lealdade à Aliança Democrática (AD), mas exige uma voz ativa para cativar o eleitorado descontente.
Os recados estenderam-se aos críticos internos ausentes. Monteiro ironizou com o peso dos históricos que falharam a chamada, afirmando que temiam deitar o palco abaixo. Já Assunção Cristas enviou um vídeo aos congressistas para atestar que o projeto político continua vivo.
Oposição interna aponta falhas à coligação
O ambiente de união enfrenta a resistência de algumas vozes discordantes. Nuno Correia da Silva avança com uma moção alternativa à atual direção. O ex-deputado e candidato à liderança avisa que a integração na AD dilui a identidade centrista e compromete o crescimento futuro.
A Juventude Popular acompanha este tom cauteloso. A liderança dos jovens centristas partilha preocupações semelhantes sobre o rumo que o partido deve seguir nos próximos anos.





























