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A agência Associated Press despede dezenas de jornalistas nos Estados Unidos para priorizar o formato visual

A mudança profunda no consumo de notícias obrigou a Associated Press a reorganizar a operação nos Estados Unidos. A agência noticiosa avançou com o despedimento de 20 jornalistas e confirmou a saída v...

A agência Associated Press despede dezenas de jornalistas nos Estados Unidos para priorizar o formato visual
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A mudança profunda no consumo de notícias obrigou a Associated Press a reorganizar a operação nos Estados Unidos. A agência noticiosa avançou com o despedimento de 20 jornalistas e confirmou a saída voluntária de mais 40 profissionais.

O objetivo da empresa passa por reduzir a dependência do texto e reforçar a produção de jornalismo visual. Esta decisão reflete a alteração drástica do perfil dos principais clientes da agência.

As receitas provenientes da imprensa escrita sofreram uma queda de 25% em quatro anos. O cenário agravou-se em 2024, quando gigantes editoriais como a Gannett e a McClatchy cancelaram as respetivas assinaturas.

O peso das empresas tecnológicas

Os canais de televisão, as plataformas digitais e as empresas de tecnologia dominam agora a carteira de clientes. O volume de negócios associado ao setor tecnológico disparou 200% nestes últimos quatro anos.

Julie Pace, editora executiva da empresa, defende a estratégia. A responsável assegura que a redução afeta menos de 5% da equipa global e visa adaptar a oferta às exigências atuais do mercado.

Sindicato aponta contradições

A estrutura sindical que representa os trabalhadores rejeita os argumentos da administração. O News Media Guild expôs falhas na estratégia da agência.

Kimberlee Kruesi, presidente interina do sindicato, considerou que a liderança da empresa está desorientada. A dirigente denunciou o despedimento de vários fotógrafos experientes, uma medida que colide diretamente com a alegada prioridade aos formatos visuais.

A direção da agência recusou comentar o número exato de saídas. O porta-voz oficial limitou-se a justificar as rescisões com o plano de reestruturação global anunciado em abril passado.

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