Futebol feminino esbarra na falta de infraestruturas apesar do investimento milionário da FPF
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai injetar 23 milhões de euros no futebol feminino na próxima época. O montante visa reforçar as associações, a Liga e as seleções nacionais. No entanto, o cre...

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai injetar 23 milhões de euros no futebol feminino na próxima época. O montante visa reforçar as associações, a Liga e as seleções nacionais. No entanto, o crescimento da modalidade enfrenta um forte obstáculo: a ausência de infraestruturas adequadas.
Pedro Proença, presidente da FPF, sublinha que o Governo e as autarquias precisam de entrar em campo. O dirigente alerta que o aumento do número de praticantes exige mais recintos desportivos, sob pena de estagnar a evolução da modalidade em Portugal.
Combate cerrado à violência nos estádios
Além do desenvolvimento no feminino, o segundo Conselho de Presidentes, realizado em Oeiras, focou-se na erradicação da violência. A FPF assume a liderança deste combate e já apresentou nove medidas ao Governo para limpar o ambiente desportivo.
O plano de ataque inclui 84 alterações regulamentares recentes. Pedro Proença garante uma intervenção forte da federação contra qualquer episódio de violência. A pacificação dos estádios é uma condição essencial para a FPF atingir a meta ambiciosa de reter 12 mil árbitros até ao final da próxima década.
Maior rigor financeiro para os clubes
A FPF detetou falhas no atual modelo de controlo dos capitais injetados nas Sociedades Desportivas (SAD). Esta falta de escrutínio afeta diretamente a sustentabilidade financeira e a competitividade entre as equipas portuguesas.
Para travar o problema, a estrutura federativa propõe a criação de um órgão independente. Esta nova entidade terá total autonomia para avaliar a idoneidade dos investidores, exigindo maior transparência aos negócios do futebol nacional. O próximo encontro estratégico acontece a 14 de novembro.





























