Tribunal do Texas condena oito manifestantes a décadas de prisão por terrorismo
Oito manifestantes vão cumprir décadas de prisão após um protesto num centro de detenção de imigrantes no Texas. A justiça norte-americana classificou o tiroteio como um ato de terrorismo.

Oito manifestantes vão cumprir décadas de prisão após um protesto num centro de detenção de imigrantes no Texas. A justiça norte-americana classificou o tiroteio como um ato de terrorismo.
Benjamin Song, antigo militar do Corpo de Fuzileiros Navais, recebeu a sanção mais pesada. O juiz ditou 100 anos de cadeia por efetuar disparos durante a concentração em frente ao Centro de Detenção Prairieland.
Os restantes sete participantes enfrentam penas entre 30 e 70 anos de reclusão. O juiz distrital Reed O'Connor justificou a severidade das sentenças. Afirmou que o incidente não constituiu um protesto, mas sim um ataque direto à democracia.
Alegações de extremismo
O Departamento de Justiça acusa o grupo de pertencer à Antifa. A administração Trump designou recentemente este movimento antifascista descentralizado como uma organização terrorista interna.
O procurador Frank Gatto exigiu uma postura implacável do tribunal. Argumentou que pessoas com crenças radicais precisam de passar mais tempo na prisão, pois encaram a violência como um meio justificável.
Os arguidos negam qualquer ligação a grupos extremistas. Garantem que apenas marcaram presença no local para demonstrar apoio aos imigrantes detidos.
O confronto e a versão da defesa
A acusação relata que Song gritou ordens aos companheiros e abriu fogo. Os tiros atingiram um polícia recém-chegado ao local do protesto.
A defesa contraria a narrativa oficial. Phillip Hayes, advogado de Song, explica que o ex-militar apenas efetuou disparos de contenção. Um projétil fez ricochete e feriu o agente policial, que supostamente retirara a sua arma de forma agressiva.
O causídico descreveu os condenados como jovens bem-intencionados que queriam fazer ouvir a sua voz. Sublinhou que a intenção do grupo nunca passou por ferir alguém.
Desespero das famílias
Familiares e amigos contestaram o veredicto à porta do tribunal federal em Fort Worth. Hope Song, mãe do principal arguido, lamenta que a justiça tenha ignorado o registo criminal limpo do filho.
Autumn Hill e Savanna Batten receberam sentenças de 50 anos cada. A irmã de Batten, Amber Lowrey, lembrou o percurso pacífico da ativista na defesa dos animais e dos direitos humanos.
Outros arguidos já tinham assumido a culpa por prestarem apoio material a terroristas. A defesa de Benjamin Song confirmou que vai recorrer da pena máxima aplicada pelo juiz.





























