Portugal inflaciona aluguer de meios aéreos e ex-presidente da AGIF propõe frota ibérica
A gestão conjunta de meios aéreos entre Portugal e Espanha pode travar o aumento de custos no combate aos fogos. Tiago Oliveira, antigo presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (A...

A gestão conjunta de meios aéreos entre Portugal e Espanha pode travar o aumento de custos no combate aos fogos. Tiago Oliveira, antigo presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), defende a criação de uma frota ibérica para aliviar a pressão no mercado internacional.
Pressão nos preços de aluguer
O ex-responsável explicou o funcionamento atual do setor durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aos negócios dos incêndios. As empresas a operar em território nacional não possuem frota própria. O modelo de negócio assenta no aluguer de aeronaves no estrangeiro para posterior subaluguer à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Esta dinâmica encarece as operações. Entre 2021 e 2023, Portugal aumentou a contratação de meios médios. Espanha alertou de imediato que a pressão política portuguesa para garantir aeronaves a tempo e horas estava a inflacionar fortemente os preços do mercado.
Menos aeronaves com maior eficácia
Tiago Oliveira exige uma mudança de estratégia baseada numa avaliação rigorosa de custo-benefício. O Estado deve contratar menos meios aéreos, mas colocá-los a operar durante mais horas.
As aeronaves escolhidas devem ser polivalentes. Precisam de assegurar ataque direto às chamas, transporte rápido de operacionais e uma capacidade de carga muito superior.
Regulação urgente da biomassa
O mercado da biomassa e da venda de lenha também necessita de escrutínio. Em resposta aos deputados, Tiago Oliveira sublinhou a urgência de aplicar uma regulação pública rigorosa ao fim de linha do setor florestal.
A transparência exige estatísticas fiáveis e um inventário florestal atualizado e rigoroso. A atual CPI, impulsionada pelo Chega, procura precisamente investigar a gestão, as causas e os eventuais interesses económicos em torno dos grandes fogos rurais.





























