O descarrilamento do Elevador da Glória em Lisboa mantém indemnizações em negociação dez meses depois
Dez meses após o trágico descarrilamento do Elevador da Glória, que provocou 16 mortos e dezenas de feridos, o processo de indemnizações continua em aberto. A Câmara Municipal de Lisboa confirma que e...

Dez meses após o trágico descarrilamento do Elevador da Glória, que provocou 16 mortos e dezenas de feridos, o processo de indemnizações continua em aberto. A Câmara Municipal de Lisboa confirma que existem familiares e vítimas a negociar os valores das compensações.
Gonçalo Reis, vice-presidente da autarquia, considera a demora perfeitamente natural. O responsável explica que os montantes exigidos variam de forma significativa consoante os casos.
A autarquia já pagou algumas indemnizações, mas recusa revelar o número exato de acordos fechados ou os valores transferidos.
Pressão política e falta de dados
A ausência de números concretos gera fortes críticas da oposição. Pedro Anastácio, vereador do PS, exige respostas detalhadas sobre o apoio prestado às vítimas. O socialista considera que a falta de informações demonstra a impreparação do executivo liderado por Carlos Moedas.
O vice-presidente da câmara responde com acusações de aproveitamento político por parte do Partido Socialista. Gonçalo Reis assegura o total cumprimento das obrigações do município para com os lesados da tragédia.
Investigações e futuro do elevador
As causas do acidente de 3 de setembro continuam sob investigação técnica. A Carris realiza atualmente uma auditoria interna, enquanto o Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica (CATIM) conduz uma avaliação externa e independente.
O executivo camarário garante que os relatórios não são secretos, mas encontram-se numa fase de elaboração técnica. Os documentos finais exigem uma análise rigorosa da administração da Carris antes da respetiva divulgação pública.
A equipa liderada por Rui Lopo estuda também uma nova solução técnica para o funicular lisboeta. O projeto será apresentado aos cidadãos nos próximos meses.
Para clarificar o processo, a empresa municipal vai reunir-se com os vereadores da oposição e deputados municipais. Estes encontros visam partilhar toda a informação disponível sobre o andamento das auditorias e das indemnizações.





























